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Deputado quer que INSS priorize pensão por morte a famílias amazonenses

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O deputado federal José Ricardo (PT-AM) encaminhou uma indicação ao ministro da Economia, Paulo Guedes, solicitando prioridade nas análises e concessões de pedidos de pensão por morte, oriundos do Amazonas. Para o parlamentar, a pandemia do novo coronavírus vem causando efeitos devastadores na vida da população amazonense, dentre eles graves impactos econômicos, principalmente às famílias que perderam seus principais provedores. “Em decorrência das mortes, inúmeras famílias estão desamparadas diante da perda de pais, filhos, irmãos que proporcionavam o sustento da casa. Então, a única opção é recorrer à Previdência Social”, disse.

 

Segundo informações divulgadas em jornais, nos primeiros meses deste ano, os pedidos de pensão por morte cresceram consideravelmente no Amazonas. E que muitas famílias que requereram o benefício são, principalmente, da cidade de Manaus, onde o número de contaminação e mortes são maiores.

 

Além disso, o parlamentar argumenta que relatos de famílias dão conta de que o INSS está demorando meses e até ano para dar resposta aos pedidos de pensão por morte, ou seja, exemplo de que as instituições públicas não entregam o efetivo serviço que deveriam prestar. A fila de pedidos aguardando análise diminuiu apenas 2,4% nos seis primeiros meses da atuação de mais de 2,5 mil aposentados e militares inativos, contratados temporariamente para reforçar o atendimento e reduzir a espera. E, segundo o boletim estatístico da Previdência Social, em março do ano passado, mais de 1,2 milhão de requerimentos dependiam da análise do instituto. E em novembro, os números continuaram quase os mesmos. Menos pedidos foram analisados e o tempo médio de resposta subiu durante o período de atuação dos novos contratados.

 

Portanto, Zé Ricardo defende que, quando se tratar de Pensão por Morte, deve-se dar prioridade à essas solicitações, pois, além de se tratar de emoções humanas da dor da perda, trata-se também de necessidades básicas das famílias. “Inúmeros núcleos familiares agora estão à mercê de dificuldades financeiras, sem condições de prover o mínimo para a subsistência. A única esperança dessas pessoas é a concessão da Pensão por Morte deixada por seus entes queridos, um retorno do trabalho árduo de uma vida inteira. É essa demora em prestar uma resposta aos segurados e dependentes que é preocupante em tempos de crise como os vivenciados hoje”, destaca o deputado lembrando que a tendência é que com o aumento do número de solicitações aumenta também a espera. Enquanto isso, as famílias ficam desamparadas. Por isso, ele cobra agilidade e prioridade.

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