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Depois da terceira onda outras maiores virão!

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Com a realização exitosa da terceira onda em pouco mais de um mês, a luta das ruas pelo impeachment do genocida toma ritmo avassalador, envolvendo mais e mais setores sociais e forças políticas, inclusive de centro-direita.

 

Essa consolidação dos grandes atos de massas em todo o país tornou secundário o aspecto quantitativo das manifestações diante de sua crescente ampliação como frente antifascista.

 

O que temos é uma inteligente articulação das lutas sociais com as lutas institucionais, cuja ponta de lança é a CPI da pandemia, desmascarando completamente a política genocida e a corrupção do governo Bolsonaro.

 

Desabando nas pesquisas e isolado em seu palácio, o fascista Bolsonaro baba de ódio, agride jornalistas, ameaça dar golpes que não consegue realizar, e finalmente parte para fazer toscas provocações contra as manifestações populares pacíficas.

 

Mas o genocida não vai conseguir deter o avanço do movimento democrático e popular, pois deixou de ser politicamente conveniente para os interesses estratégicos das classes dominantes, ou pelo menos de grande parte delas. Estas sabem que podem obter a privatização das empresas estatais, o desmonte dos direitos sociais e o Estado mínimo ultraliberal com a maioria reacionária do Congresso Nacional, e por isso não precisam mais aturar as manias de ditador de Bolsonaro.

 

Pelo contrário, quanto mais cedo o genocida sair mais oportunidades podem ter a oposição de direita e centro-direita para enfrentar o pesadelo que para elas representa a candidatura de Lula à presidência da República.

 

Entretanto, acreditamos que é muito difícil, senão impossível, algum candidato da chamada “terceira via”, nome fantasia da direita liberal, ganhar de Lula em 2022. Isso porque a luta antifascista se fundiu com a luta social em consequência da política genocida de Bolsonaro.

 

Enquanto isso, a luta de rua cresce e se amplia cada vez mais. A experiência histórica mostra que a luta contra o fascismo para ter êxito não pode ter “dono”, mas ser aberta a todas as forças, e no nosso caso recepcionar todos aqueles que se arrependem de ter votado ou apoiado Bolsonaro. O que interessa é o isolamento total e a derrota final do genocida.

 

Sendo assim, a direção das forças populares agiu de forma correta ao chamar a atenção do PCO para o comportamento sectário, irresponsável e divisionista de seus militantes, que usaram a violência contra manifestantes do PSDB.

 

Sempre criticado por Marx e chamado de “doença infantil” por Lênin, do ponto de vista histórico a atuação sectária do “esquerdismo” nunca somou para a luta da classe operária nem para o movimento popular em geral. Agindo como se fosse o dono da “verdade” revolucionária o pequeno PCO subestima a força de Bolsonaro e confunde sectarismo com revolução. Na prática, apenas dar argumentos para o fascismo bolsonarista caluniar o movimento popular.

 

Mas esses lamentáveis episódios são absolutamente secundários e periféricos no movimento antifascista, que não os deixará atrapalharem a nossa marcha rumo ao impeachment do genocida e à vitória da democracia popular no país.

 

 

Val Carvalho – militante de esquerda e escritor

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