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Defender a vida também é proteger o conjunto dos profissionais de saúde

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Dia 12 de maio é celebrado o Dia Internacional da Enfermagem, data que reforça o papel decisivo desses profissionais no cuidado e gestão em saúde, em especial no momento em que vivemos e sendo o Brasil o campeão mundial no número de mortes de profissionais de enfermagem vitimados pela Covid-19.

 

A valorização do SUS passa pelo reconhecimento desses trabalhadores e é impressionante como já há impacto inicial do aumento da proteção vacinal na redução dessas mortes. A enfermagem está na linha de frente em toda a batalha contra a Covid-19, na aplicação da vacina, nos atendimentos nas UTIs ou no SAMU.

 

Sou um dos autores do Projeto de Lei 2997/20 que cria um piso salarial justo ao profissional de enfermagem. Essa é a melhor gratidão que podemos fazer e não vamos medir esforços para que ele seja aprovado.

 

A oposição ao governo no Congresso Nacional tem atuado fortemente na proteção desses profissionais e transformamos em Lei (Nº 14128/21) minha proposta que garante indenização aos familiares dos trabalhadores da saúde em caso de morte no enfrentamento à pandemia. Bolsonaro vetou esse Projeto de Lei, mas resistimos e conseguimos aprovar. Queremos fazer o que o governo não faz: valorizar a vida de quem tanto defende a vida do povo brasileiro.

 

Por isso, também apresentei na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 504/21 que propõe a institucionalização da residência multiprofissional e cria a Política Nacional de Residência em Área Profissional da Saúde. Esta área existe há mais de 60 anos e representa o cuidado integral do paciente no SUS por diversas áreas da saúde – enfermagem, odontologia, nutrição, fisioterapia, farmácia, psicologia, serviço social, entre outras – e está sendo cruelmente atacada pelo governo Bolsonaro que vem atrasado o pagamento das bolsas-salário e bonificações e não prioriza a categoria para vacinação contra a Covid-19.

 

Estou deputado federal, mas continuo como médico e professor universitário e leciono para turmas de residência multiprofissional. O cuidado não depende apenas do médico, mas sim de todos os profissionais de saúde que juntos desenvolvem e discutem estratégias mais eficientes para o bem-estar dos pacientes.

 

Esses profissionais são fundamentais no atendimento assistencial aos pacientes de Covid-19 e regulamentar a profissão é assegurar subsídios e o olhar integral e especializado. Precisamos proteger a residência multiprofissional e o conjunto das profissões em saúde dos desmontes e destruições de Bolsonaro.

 

(*) Alexandre Padilha é médico, professor universitário e deputado federal (PT-SP). Foi Ministro da Coordenação Política de Lula e da Saúde de Dilma e Secretário de Saúde na gestão Fernando Haddad na cidade de SP.

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