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Dallagnol escreveu parte da delação de Pedro Barusco para incluir acusação contra o PT

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Mensagens da operação Spoofing mostram que Deltan Dallagnol e Athayde Ribeiro Costa propuseram cláusulas extras, criaram uma nova versão e negociaram os termos da delação premiada do ex-gerente da Petrobrás.

 

Diálogos travados entre os procuradores Deltan Dallagnoll e Athayde Ribeiro Costa, da operação Lava Jato, redigiram uma nova versão da delação premiada do ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, no início do ano de 2015. O objetivo era incluir o Partido dos Trabalhadores entre as figuras delatadas, com a intenção manifesta de atingir fins políticos e “derrubar a República”.

 

É o que revelam mensagens analisadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Spoofing, divulgadas em reportagem do DCM. Os integrantes da força-tarefa da Lava Jato também propuseram cláusulas extras e negociaram os termos da delação.

 

Segundo a reportagem, a primeira versão da delação de Pedro Barusco, que menciona suposto acerto de propina entre funcionários de carreira da petrolífera, representantes de empreiteiras e políticos. Mas não citava explicitamente o PT.

 

Diálogo do dia 3 de janeiro mostra que os procuradores estavam redigindo, de próprio punho, uma nova delação para Barusco. Para incluir acusações que ligassem o PT à corrupção na Petrobrás, Dallagnol e Athayde Ribeiro Costa negociaram um abrandamento da punição contra Pedro Barusco e outros delatores da Lava Jato.

 

No dia 9 de março de 2015, dois meses após os diálogos periciados dos procuradores, Barusco assinou um termo complementar de delação, desta vez envolvendo o PT em suposto recebimento de propina.

 

Veja trecho das mensagens de Deltan Dallagnol e Athayde Ribeiro Costa: 
Mensagens DAllagnol

 

Leia na íntegra a reportagem do DCM.

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