Mais de 240 mil cubanos estão recebendo em seus braços a vacina Soberana 2 e a Abdala, imunizantes produzidos em Cuba, candidatos ao reconhecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), já na fase 3 de testes, resultado de um significativo esforço do país caribenho.

 

 

Segundo o Chanceler cubano, Bruno Rodriguez,  os cientistas, médicos e voluntários que trabalham com a imunização frente à Covid-19, “são parte de um povo comprometido com a saúde e a soberania”, disse.

 

 

Com isso, a nação socialista torna-se o primeiro país latino-americano a ter desenvolvido suas próprias vacinas contra a Covid-19,  uma tremenda conquista, considerando, especialmente, o fato de Cuba continuar sob bloqueio imposto pelos Estados Unidos da América (EUA), desde 1962,  dificultando, enormemente, o desenvolvimento econômico da ilha caribenha.

 

Não apenas no terreno das vacinas que Cuba se destaca como exemplo de desenvolvimento e de soberania, apesar de ter uma economia muitas vezes menor do que a economia do Brasil ou da Argentina.

No entanto, nenhum dos dois membros do Mercosul possuem vacinas próprias e estão muito longe de registrar os  elevados indicadores de saúde que Cuba apresenta ao mundo, dentre os quais o de possuir uma mortalidade infantil inferior à dos EUA (maior potência capitalista),  ou mesmo o fato de ter erradicado o analfabetismo já a partir de 1962,  o que o Brasil, pátria de Darcy Ribeiro, Paulo Freire e Anísio Teixeira, não tem nem sequer uma meta concreta para sua eliminação, mesmo em 2021.

 

 

No tocante a saúde, o exemplo da ações de solidariedade que Cuba oferece ao mundo é digno de merecer o Prêmio Nobel da Paz, o que ofereceria a este prêmio a oportunidade de se regenerar de algumas de suas recentes nomeações, como , por exemplo, quando foi destinado ao presidente Barack Obama,  homem responsável pela guerra da Líbia e da Síria.

 

 

As Brigadas Médicas de Cuba percorrem o mundo salvando vidas.  Estiveram inclusive na Africa para combater o Ebola, desafio rejeitado por todas as grandes nações capitalistas.

 

Os médicos cubanos estiveram trabalhando em 77 países, incluindo aí o Brasil, onde se destacaram por prestar atendimento médico a uma população abandonada nas regiões mais isoladas e mais carentes de atenção de saúde do país, nos quais os médicos  brasileiros  se recusam  a trabalhar, mas se sentem no direito de hostilizar e ofender os seus colegas da ilha.

 

 

Basta uma simples comparação entre os padrões sanitários  de Brasil e Cuba para se ter uma ideia  da natureza da medicina solidária que se pratica por lá. Enquanto isso, no Brasil, em São Paulo, cidade mais rica da América Latina, possuidora da segunda  maior frota de helicópteros privados do mundo, um jovem de 22 anos perdeu a vida há poucos dias pela falta  de oxigênio e seguem outras mortes pelo mesmo motivo.

 

 

Além de demonstrar capacidade de produzir suas próprias vacinas, o Brasil se debate frente a incapacidade de produzi-las, em face da desindustrialização que penaliza o país desde 1980,  exibindo ao mundo o vexame de dolorosas filas de idosos que penam para se imunizarem, enquanto ricaços e marajás são vacinados clandestinamente.

O desprezível episódio,  revela, cruelmente, que a vida dos ricos vale mais que a vida dos cidadãos comuns, aqueles  que pagam impostos e  esperam disciplinadamente na fila,  correndo o risco da contaminação por uma enfermidade que já ceifou mais de 300 mil vidas, face a macabra condução sanitária do governo Bolsonaro.