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Cuba sob ataque da Guerra Híbrida

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A primeira coisa de Cuba que qualquer visitante que chega ao país pelo aeroporto José Martí de Havana pode ver é um imenso cartaz, no qual está escrito: “Benvindos a Cuba, primeiro território livre das Américas”. 

 

De fato, antes da pandemia, milhões de visitantes e turistas passavam por Cuba para aproveitar a beleza da natureza, o calor das águas do Caribe e, principalmente, o encanto de um povo que, para nós, lembra em muitos aspectos a simpatia do povo baiano. 

 

Quem visita o país se delicia com o jeito de ser cubano. Percebe o o nível de vida extremamente sóbrio e até pobre das pessoas. No entanto, ninguém encontra uma só criança de rua. Verifica a eficiência do atendimento de saúde gratuito e de alta qualidade, assim como o acesso à educação gratuita em todos os níveis; o que faz dos cubanos um dos povos mais cultos do mundo. 

 

Isso não significa que o país seja um paraíso e não tenha problemas ou que o governo não tenha deficiências. São frequentes críticas à burocracia das instituições. Escritores e artistas sempre exigem maior liberdade de criação. Em tempos mais recentes, ao menos em parte, essas questões parecem mais superadas. Quem lê os romances do brilhante escritor Leonardo Padura e segue as aventuras do detetive Mario Conde, vê uma descrição ácida e crítica do funcionamento das instituições no país. E Padura não parece ter nenhum contratempo por criticar as estruturas do seu país. 

 

A liberdade coletiva e a qualidade de vida dos cubanos têm preço pesado: o mais poderoso império do mundo não se conforma em, durante mais de sessenta anos, ser vencido pelo heroísmo de um povo pequeno e pobre. 

 

Desde 1960, sucessivos governos dos Estados Unidos fizeram tudo para impedir o povo cubano manter o governo que melhor lhe convém. No início dos anos 1960, a invasão militar fracassou. O bloqueio econômico assassino, imposto por Washington e diversas vezes condenado pela ONU, dura mais de 60 anos. No entanto, não fez o povo se render. Desde o começo da pandemia, o bloqueio não permite que remédios básicos para a população desembarquem em Cuba e na Venezuela. Apesar disso, Cuba desenvolveu vacinas e não só tem cuidado do seu povo, como faz missões de solidariedade por todo o mundo. 

 

Nesse momento, a chamada Guerra Híbrida torna tudo mais fácil para os inimigos da humanidade. Pagam-se mercenários cubanos para provocar agitações e se garante a imprensa para noticiar o levante popular. 

 

No domingo, 11 de julho, houve um primeiro ensaio. E propagou-se saldo de pessoas mortas, feridas e, quem sabe, desaparecidas. As manifestações foram todas combinadas para explodirem na mesma hora em diversas cidades. Não conseguiram nenhuma fotografia de pessoas sendo espancadas por soldados. Ninguém apareceu com rosto sangrando. O presidente da República se locomoveu pelo país em diálogos diretos com os grupos manifestantes. Reconheceu a precariedade dos serviços elétricos que penaliza a todos. Falou das dificuldades econômicas pelas quais passa o país, sem o turismo que tinha antes da pandemia e sob o peso feroz do bloqueio internacional que tenta permanentemente estrangular a economia. 

 

Como em todos os anos, neste 26 de julho, o povo cubano recorda o ataque do jovem Fidel Castro e seus companheiros ao quartel de Moncada, em 1953; fato que deu início à revolução libertadora.

 

Hoje, para toda a América Latina, a resistência de Cuba é mais heroica e cada dia mais importante. Atualmente o império é mais mortífero e bárbaro do que todos os quarteis de Moncada que a cada dia se recriam.

 

Para as pessoas que unem sua fé à vida e ao projeto de um mundo mais justo, a solidariedade ao povo cubano, ao povo venezuelano e a todos os povos do mundo sob ataque do império é questão de espiritualidade e caminho de fé.

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