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Cuba segue se dedicando a salvar vidas e demonstra a falta que faz ao Brasil

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Apesar do mais longo Bloqueio da história contemporânea, Cuba continua sendo exemplo de solidariedade internacionalista

 

Nesse momento, quando todos os países estão envoltos na tentativa de minimizar os impactos de uma pandemia que não se via há pelo menos cem anos, a ilha de Cuba se ocupa de destinar esforços internos para preparar seu sistema de saúde – já bastante sólido – e atender os casos que inevitavelmente surgirão. Mas vai além, desde o início da decretação de pandemia pela OMS, Cuba vem preparando e enviando brigadas médicas a vários países para apoiar a luta contra o coronavírus.

 

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, além de já ser considerado responsável pelas graves consequências da pandemia no Brasil – onde apenas começou o surto epidêmico -, é preciso lembrar que sua estreia no governo foi com o desmonte do programa Mais Médicos, que privilegiava a atenção básica, justo o que mais necessitam todos os países em meio a esse cenário.

 

O Mais Médicos, hoje e a cada dia, é cada vez mais essencial, mas infelizmente quase inexistente porque foi diluído por motivos ideológicos pelo Governo Bolsonaro. Desde o anúncio do fim do convênio com o país caribenho, a oferta de vagas para brasileiros, mesmo com o anúncio de aumentos expressivos da remuneração, não preencheu as vagas onde a medicina é mais necessária, no chamado “Brasil profundo”. Pesquisas já indicam o quase provável extermínio de comunidades ribeirinhas e indígenas, em razão da desassistência em saúde nessas localidades.

 

No último dia 11, o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, lançou novos chamamentos – já em posse dos dados estatísticos que indicam o colapso do sistema em poucas semanas – na tentativa de preencher o Mais Médicos, inclusive convocando os cubanos que ficaram no Brasil depois do encerramento do convênio.  Exceto pelos profissionais cubanos, que certamente responderão ao chamado com compromisso, já é possível vislumbrar que se repetirá o que ocorreu anteriormente: um volume imenso de inscritos, com reduzida apresentação e o posterior abandono do serviço médico em pouco tempo.

 

E se tem um efeito que podemos esperar nessa pandemia chegando ao Brasil, é o número explosivo de casos e mortes, não só pelas políticas desastrosas que vem sendo aplicadas por esse desgoverno, mas também pela carência absoluta de cuidados médicos para a população que mais necessita, que depende do SUS, que é usuária de postos de saúde e da atenção básica no país.

 

Mesmo estando em situação muito difícil – com a intensificação do bloqueio promovida por Donald Trump – Cuba oferece sua cooperação e vem respondendo às solicitações de assistência médica de países em todo o planeta. Foi recebida sob aplausos na Itália, que hoje é o epicentro da epidemia no mundo e onde os números assustadoramente ainda não atingiram o pico de contágio. Até nisso, Cuba mostra sua força, enviando valorosos profissionais para uma região onde se empilham corpos diariamente para cremá-los em massa, sem direito à despedida por parte de seus entes queridos. Uma zona de contaminação que os cubanos conhecem bem, porque já enfrentaram o ebola, a malária e muitas outras epidemias anteriormente.

 

A ilha caribenha, que mantém o recorde de maior número de médicos por habitante, tem uma história de solidariedade e apoio médico em várias crises mundiais e sua motivação são os valores solidários que caracterizam a cultura cubana. Já são mais de 400 mil os profissionais cubanos que cumpriram missões em mais de 160 países. Enquanto alguns enviam soldados, bombas e guerras, Cuba leva médicos, amor e solidariedade ao mundo.

 

Uma coisa é certa: se depois dessa tempestade, a humanidade continuar permitindo o bloqueio a Cuba, não teremos aprendido nada e talvez, sequer teremos merecido vencer essa pandemia.

 

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