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CPI mobiliza sociedade: abala Bolsonaro e embala Lula

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Esquenta clima eleitoral na pandemia

 

As redes sociais podem mostrar seu poder real no próximo fim de semana ao convocarem manifestações antibolsonaristas; as militâncias oposicionistas propensas à luta recomendam máscara, álcool em gel e relativo afastamento em obediências aos protocolos científicos; a mobilização delas representa o principal serviço que a CPI da Covid-19 presta à sociedade; ela acelerou debate social, que, medido pelo resultado das pesquisas, favoreceu candidatura Lula, expressão da negação ao negacionismo bolsonarista; negação da negação; o mérito maior, portanto, da CPI é o despertar da consciência política e da mobilização social contra governo que faz corpo mole contra o novo coravírus.

 

 

Cadê vacinas?

 

Crescem, graças à CPI, as indagações críticas da população ao governo sobre porque não comprou vacina, para amenizar as mortes que já atingem 450 mil pessoas; não há respostas convincentes; a CPI, se a mobilização for um sucesso, comprova ser o poder real, no país, nesse momento; suas posições estariam sintonizadas com as ruas e as ruas sintonizadas com a CPI; o Congresso ganha mais poder e os senadores da oposição, maioria na CPI, transformam-se no maior promotor da candidatura Lula; as pesquisas favoráveis ao ex-presidente petista produziram placar preocupante para os bolsonaristas: 53% x 34%, no DataFolha; os números depreciativos para Bolsonaro sinalizam que sua popularidade pode cair abaixo dos 20% no ritmo das mortes e das mentiras escancaradas pelos depoimentos dos governistas bolsonaristas na CPI; afinal, a CPI se transformou no instrumento que pegou o presidente e seu governo na mentira; a arma do governo, indubitavelmente, é uma anti-arma contra ele: a mentira, que, como diz ditado popular, tem perna curta.

 

 

Lula-Jereissati?

 

As controvérsias e as constatações produzidas pelas mentiras do governo, como as do general Pazuello e da médica capitã da cloroquina, criaram clima de adversidade antibolsonarista; novo panorama político em cena; a dialética produz mais uma novidade contra a mentira: aproximação do PSDB do PT, depois do almoço entre Lula e FHC; aliança antibolsonarista? Já há, inclusive, cogitações de hipotética chapa presidencial antibolsonarista para 2022: Lula-Jereissatti, capital-trabalho; verdade ou mentira na terra de Macunaíma? A CPI como antítese à tese negacionista vai, no curso das investigações, aprofundando polarização politicamente explosiva Lula x Bolsonaro, visto que a terceira via virou fumaça, após encontro dos dois ex-presidentes. Eventual sucesso das manifestações no sábado e no domingo, muda o quadro político irresistível contra Bolsonaro; se as ruas encherem de adversários do bolsonarismo, nova correlação de forças em favor da CPI estará em cena, esquentando a campanha eleitoral em plena pandemia; o incômodo de Bolsonaro com nova situação é medida pelo eleitor bolsonarista que reclamou dele solução para a catástrofe social; rispidamente, respondeu: “Quem não está contente comigo tem Lula em 2022.” Até parece que Bolsonaro já se cambaleia no ringue, antevendo desfecho da luta.

 

 

CPI pode agitar as ruas

 

 

 

 

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