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CPI da Pandemia aprova convocação de governadores para depor sobre aplicação de recursos

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Os senadores que integram a CPI da Pandemia da Covid-19, no Senado, aprovaram, nesta quarta-feira (26), em reunião deliberativa, a convocação de nove governadores e um ex-governador, de várias regiões do País para, até o dia 17 de junho, prestarem depoimentos sobre a aplicação dos recursos públicos destinados ao combate à pandemia.

 

A presença dos gestores estaduais na CPI da Pandemia atende ao pleito dos senadores da bancada de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que acusam, sem citar nomes, alguns governadores de corrupção envolvendo os recursos financeiros públicos.

 

Os governadores convocados são: Wilson Lima, do Amazonas; Helder Barbalho, do Pará; Antonio Oliveira Garcia de Almeida, de Roraima; Waldez Góes, do Amapá; coronel Marcos José Rocha dos Santos, de Rondônia; Mauro Carlesse, do Tocantins; Ibaneis Rocha, do Distrito Federal; Carlos Moisés (governador) e Daniela Reinehr (vice-governadora), de Santa Catarina; e Wellington Dias, do Piauí, que também é presidente do Consórcio do Nordeste e responsável pela temática da vacinação do Fórum Nacional dos Governadores. O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, também prestará depoimento à CPI.

 

Reconvocados

 

Os senadores aprovaram, também, a reconvocação do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e do ex-ministro da Pasta, general Eduardo Pazuello, ambos requeridos pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI. Para a reconvocação de Queiroga, Randolfe justifica que o depoimento do ministro, concedido no dia 6 de maio, “foi contraditório em diversos aspectos”. O senador afirma que, mesmo tendo dito que em sua gestão não há promoção do uso da hidroxocloriquina para tratamento da Covid-19, o ministro mantém a portaria “que prescreve o uso da medicação para este fim”.

 

Já em relação à reconvocação de Eduardo Pazuello, o senador afirma que, em depoimento prestado nos dias 19 e 20 de maio, o ex-ministro “optou por mentir, uma vez que estava protegido por habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal”. Randolfe destacou o fato de o general ter participado de manifestação pública, no Rio de Janeiro, no domingo (23/5), sem máscaras e sem se preocupar com aglomerações, depois de ter afirmado na CPI “que sempre foi favorável ao uso de máscaras e ao isolamento social”, não tendo “precauções diante da pandemia que assola a população brasileira, fomentando atitudes que colocam a vida das pessoas em risco”. Queiroga e Pazuello são reconvocados na condição e testemunhas.

 

A CPI aprovou a convocação de Luana Araújo, médica nomeada para o cargo de Secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, do Ministério da Saúde; Carlos Wizard, empresário e consultor voluntário do ex-ministro Eduardo Pazuello; Marcos Eraldo, conhecido como “Marquinhos Show”, que atuou como diretor de comunicação do ministério na gestão de Pazuello; Marcos Eraldo Arnoud Marques, chefe de comunicação do órgão, e Airton Antonio Soligo, ex-assessor do ministério.

 

Outras pessoas também importantes ligadas à questão da Covid-19 serão convocadas a depor na CPI, a saber: Arthur Weintraub, ex-assessor Especial da Presidência da República; Filipe G. Martins, assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República; e Paulo Baraúna, diretor-executivo da White Martins no Brasil, empresa fornecedora de oxigênio para Manaus, capital que enfrentou a pior onda da pandemia, com colapso do sistema de saúde e, dentre outros problemas que provocaram centenas de milhares de mortes, foi a falta de oxigênio.

 

Convocação de Bolsonaro

 

O senador Randolfe também apresentou requerimento à comissão, convocando o presidente Jair Bolsonaro para falar como testemunha e explicar a atuação do seu governo diante da crise sanitária, que já resultou na morte de mais de 450 mil pessoas e infectou mais de 16 milhões.

 

O requerimento tem base no fato de a CPI ter sido criada para investigar ações e omissões do governo federal, no enfrentamento à pandemia. Mas sua apresentação gerou uma forte polêmica entre os senadores favoráveis e contrários ao governo. Para acalmar os ânimos, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), retirou o requerimento de pauta. Para Randolfe, a decisão de Aziz não é uma perda em si, pois seu requerimento será apreciado posteriormente.

 

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