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CPERS denuncia sobrecarga de trabalho e cobra auxílio para custos com aulas remotas

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 A cobrança ocorreu durante a audiência pública na Assembleia Legislativa gaúcha

Sobrecarga de trabalho, dificuldades no acesso à Internet, são alguns dos problemas relatados por professores durante a pandemia em audiência pública realizada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, 25 de junho. Os educadores também relataram a falta de auxílio para ajudar nos gastos financeiros, acarretados a partir da necessidade do ensino remoto.

A presidente do Cpers Sindicato, Helenir Aguiar Schürer pediu esclarecimentos sobre o programa Internet para Todos da Secretaria de Educação, “queremos saber se o governo vai aderir. Temos professores que precisam diminuir o rancho para poder pagar a internet que usam nas aulas. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, os governos arcam com um adicional para os professores pagarem pela Internet. O Estado podia seguir esses exemplos. Estamos pedindo audiência com o governo para discutir esta pauta”.

“Temos que ter Internet de qualidade em todas as salas de aula para que os professores possam trabalhar com qualidade. Estão fazendo um trabalho triplo, com evidente sobrecarga”, frisou a deputada Sofia Cavedon (PT), presente à audiência.
A diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Liliane Giordani, destacou a importância do Projeto Reconecta que recupera os equipamentos que são de lixo eletrônico. “Muitas escolas foram beneficiadas. Nosso objetivo é ampliar essa iniciativa. Sugiro pensarmos em ações conjuntas, para que possamos recuperar esse abandono”.

Mais de 70,7% das escolas não oferecem condições de segurança contra a Covid-19
As escolas seguem sem apresentarem condições para abrirem com segurança durante a pandemia. Os dados de uma pesquisa feita nas escolas foram apresentados durante a audiência, pelo presidente do Cpers/Sindicato, Edson Garcia. Além disso, após o aparecimento de casos positivos para a doença nas escolas, apenas 34,7% suspenderam as aulas efetivamente. O estudo ainda mostra que 32,4% das escolas relataram que não possuem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) suficientes adequados. E mais, 78,2% responderam que o governo não fez um bom trabalho para assegurar condições sanitárias à comunidade escolar.

 

A coordenadora pedagógica da Secretaria de Educação reconhece os problemas e que há necessidade de superá-los. Letícia Grigoletto ouviu os depoimentos e explicou:
“Estamos com força-tarefa para recuperação dos estudantes, as buscas ativas ainda ocorrem, a formação dos educadores também segue. Para que possamos fazer um aprofundamento de recuperação, precisamos saber quais as fragilidades dos estudantes, por isso a ação diagnóstica, da qual teremos os resultados nos próximos dias”.

 

Durante o encontro com o título “Educação em Tempos de Pandemia”, foram ouvidos dirigentes do Centro de Professores do Estado (Cpers/Sindicato), professores, representantes do Ministério Público, e da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). O encontro foi proposto pelo deputado Jeferson Fernandes (PT).

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