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CPERS cobra do governo gaúcho perdas salariais em audiência com chefe da Casa Civil

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As perdas salariais da categoria foram cobradas do governo gaúcho, durante o encontro da presidente do CPERS-Sindicato, Helenir Aguiar Schürer, com o secretário-chefe da Casa Civil, Arthur Lemos Júnior, e o líder do governo de Eduardo Leite (PSDB), na Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes (PP), nesta quarta-feira, 21 de julho. Ela apresentou um ofício com 27 pontos, para embasar as perdas salariais da categoria, além de outras pautas. Acompanhada de dirigentes sindicais e da economista e técnica do Dieese, Anelise Manganelli que também detalhou a situação fiscal do Estado.

 

 

Embora tenha dito que o Executivo está sempre aberto ao diálogo, Arthur Lemos não assumiu compromissos com a categoria, pelo menos sinalizou com a proposta de um segundo encontro em agosto, com a presença de representantes das secretarias de Educação e da Fazenda. “ A situação econômica do Rio Grande do Sul não está consolidada. Compreendemos o pedido mas precisamos entender que somos uma só sociedade e analisar o que é possível fazer, sem comprometer os resultados e gerações futuras. O parcelamento de salários gerou um descompasso na vida de todos os servidores e finalmente, conseguimos garantir o pagamento em dia até dezembro”, explicou Lemos.

 

 

Os professores enfrentam quase sete anos de congelamento de salários, além da perda de metade do poder de compra perdido para a inflação, direitos retirados, e redução de adicionais. Os educadores e funcionários de escolas acumularam gastos extras, em função do trabalho remoto na pandemia.O último reajuste foi registrado ainda no governo de Tarso Genro (PT), em 2014. Desde este período, a inflação acumulada atingiu 45%. Também foram tratados o desconto retroativo do vale-transporte, o corte de ponto da greve de 2019/2020 e a recomposição do vale-alimentação, congelado há dois anos.

 

 

“Estamos no limite. Então o que pleiteamos é o mínimo: que o governo leve a educação a sério e sente para negociar”, avaliou a presidente do CPERS. Os educadores vão se mobilizar para lotar a Praça da Matriz, no próximo dia 13 de agosto.

 

 

Com informações do CPERS-Sindicato

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