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Covid-19 leva Agnaldo Timóteo e mais 1.987 pessoas nas últimas 24h

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Defensor da inocência e apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Timóteo ingressou na música pelas mãos de Ângela Maria

 

 

Morreu, neste sábado (3), o canto Agnaldo Timóteo. Ele resistiu às complicações da Covid-19, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, por 17 dias. Com ele, 1.987 pessoas morreram da doença nas últimas 24 horas, segundo dados do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

 

 

O número, embora subnotificado, leva o Brasil a ultrapassar, neste sábado, 330 mil mortes desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao País. O Conass também informa que, nas últimas 24 horas, houve 43.515 novos casos de contaminação, o que resulta em 12.953.597 brasileiros contaminados.

 

 

Março de 2021 foi considerado, até agora, o mês mais letal da Covid-19. O País registrou mais de 66 mil mortes por Covid-19, mais que o dobro do contabilizado em julho de 2020, pior mês até então. Terceiro mês de 2021 foi marcado ainda pela falta de vacinas, pelo colapso total de hospitais em todo o território nacional tanto em número de UTI como de insumos para manutenção dos doentes que necessitam de oxigênio e remédios para se manter intubado ou em outras situações, insuportavelmente, dolorosas.

 

 

 

A tragédia tem sido anunciada desde antes de março de 2020, quando os cientistas informaram como o País deveria agir para combater da pandemia. Nada foi feito pelo governo federal. Desde o início de janeiro de 2021, o Brasil foi avisado da segunda onda. O governo federal continuou sem fazer nada. E assim, entre desmandos com dinheiro público e pouco caso com vida, o País segue enfrentando uma aceleração da pandemia nunca vista em outro lugar.

 

 

Entre fevereiro e março, começaram os recordes diários de óbitos por Covid-19 e continuam: adentram o mês de abril. Cientistas dizem que em poucos dias o País irá registra mais de 4 mil mortes por dia da doença. O mês de março foi o mais mortal até agora, registrando mais de 66 mil mortes apenas nos últimos 31 dias.

 

 

Cientistas, médicos, organizações, institutos nacionais e internacionais, políticos gritam no vazio pedindo uma ação proativa do governo Jair Bolsonaro (ex-PSL) para conter a violência da pandemia com o dinheiro público. Mas nada nem ninguém é capaz de dissuadir sua equipe econômica, chefiada pelo banqueiro Paulo Guedes, de que a vida é mais importante do que a economia. Ainda mais em se tratando de uma economia que só favorece a 1% da população.

 

 

O jornal alemão, editado a partir de Bonn, Deutsche Welle (DW), lembra que o número de morte por Covid-19 em março é maior do que o da população de 5.067 dos 5.570 municípios do País. “Isso mostra um projeto de genocídio da população. Não há economia que justifique esse tipo de ação. É o extermínio. Este governo comete um crime após o outro e segue impune”, lamenta a enfermeira aposentada Ana Carolina Custódio.

 

 

“O total de óbitos registrados em março é mais do que o dobro do contabilizado em julho do ano passado (mais de 32 mil mortes), que até o momento era o mês mais mortal da pandemia no Brasil. Na quarta-feira (31/3), o País registrou o segundo dia consecutivo de recorde de mortes por covid-19. Em apenas 24 horas, foram contabilizadas 3.869 mortes associadas à doença, segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

 

 

 

Importante destacar que as 1987 mortes registradas nas últimas 24 horas são subnotificadas porque nos feriados e fins de semana não há catalogação de registros. Os dados deste feriado de Semana Santa serão catalogados nos dias úteis da semana que vem.

 

 

Agnaldo Timóteo: uma homenagem ao romântico popular

 

 

 

 



Mais de uma dezena de artistas brasileiros morreram em 2020 de Covid-19. Um dos primeiros foi Aldir Blanc, poeta, compositor, cronista de alta relevância no cenário musical brasileiro. Seu nome deu identidade à lei que assegura auxílio financeiro do Estado aos profissionais da cultura: Lei Aldir Blanc.

 

 

Agnaldo Timóteo chegou a tomar a primeira dose da vacina. Mas, em 17 de abril, foi hospitalizado. Resistiu por 17 dias às complicações da doença. Com sua morte, o Brasil perde uma das grandes contribuições da música romântica. Sua obra é classificada também como Brega – um gênero musical brasileiro que reúne a música romântica popular, com exageros dramáticos ou ingenuidades.

 

 

Mais do que um cantor romântico, Agnaldo Timóteo era um político antenado nas questões sociais, culturais, econômicas e políticas do Brasil. Não é à toa que ele foi duas vezes deputado federal e vereador. Sua estreia na Câmara dos Deputados foi marcada pelo bordão “Alô, mamãe”, em 1983, pelo PDT. Em 1984, votou a favor da Emenda Dante de Oliveira que previa eleições diretas para a Presidência da República, suprimidas pelos 21 anos de ditadura militar.

 

 

 

Apoiou Maluf e deixou o PDT para ingressar no antigo PDS, sucessor da Arena, o partido dos civis que apoiavam a ditadura. A Arena se transformou em vários partidos políticos desde o fim da ditadura para cá. O primeiro deles, o PDS, se fundiu com o PDC e se tornou o PPR, Partido Progressista Reformador. Mas houve outras dissensões nos seus quadros e surgiram o PFL e o atual DEM. Depois disso, o PPR mudou de nome duas vezes para PPB, em 1985, e, finalmente PP, em 2003.

 

 

 

Apesar de finalizar sua carreira política nos partidos de direita, Timóteo era um apoiador do incondicional do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Queria se filiar ao PT e foi um defensor absoluto da inocência do ex-presidente Lula.  Num dos programas de Silvio Santos, ele denunciou o “complô de grandes segmentos da mídia” contra Lula e defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff.

 

 

Ao ser indagado por Silvio Santos sobre o que o levou a “se meter” numa conversa com o historiador Marco Antônio Villa, crítico contumaz do petista, Timóteo respondeu que ele fez isso “porque eu sou Lula Futebol Clube”. “Além de ser metalúrgico e torneiro mecânico como eu, o homem que sai lá do sertão pernambucano, vem para São Paulo, operário, e chega à presidente, eu tiro o chapéu”, afirmou.

 

Em nota, o ex-presidente Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff manifestaram pesar e se solidarizaram com os familiares, amigos e fãs. “Suas músicas e nossas lembranças dele seguem conosco”, disse Lula na nota. “Sempre foi muito solidário comigo, mesmo nos momentos mais difíceis, pelo que sou muito grato. Infelizmente faleceu dessa doença terrível que tem levado tantos brasileiros. Suas músicas e nossas lembranças dele seguem conosco”, afirma Lula.

 

 

A ex-presidente Dilma Rousseff também escreveu em suas redes sociais: “É com imenso pesar que recebo a notícia da morte de Agnaldo Timóteo. Mais um triste adeus nesses tempos amargos. Meus sentimentos à família e amigos e, aos imensos fãs que deixou espalhados pelo Brasil, digo: Estamos juntos neste momento de dor. Deixa saudades #agnaldotimoteo”.

 

 

 

Confira o vídeo no Programa de Sílvio Santos

 

 

 

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