Brasil tem dia mais letal desde o início da pandemia da Covid-19 com 125 mortes por hora e mais de 82 mil novos casos em 1 dia 

 

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) anunciou, no fim da tarde desta terça-feira (23), mais um recorde da pandemia do novo coronavírus no Brasil: o maior número de mortes diárias pela Covid-19 com a confirmação de 3.251 novas mortes nas últimas 24 horas.

O País totaliza 298.676 mortes pela doença do novo coronavírus em 1 ano, contabiliza um total de 82.493 novos casos confirmados, elevando o total de confirmações para 12.130.019.

 

 

Os números desta terça são assustadores, confirmam o que os cientistas estão alertando há meses e elevaram as médias móveis de casos e de mortes para novos patamares recordes, contudo, sem a vacinação em massa, sem política de locdown total e sem uma política de saúde que barre a pandemia, os números vão aumentar.

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) têm anunciado que o Brasil irá ultrapassar 5 mil mortes diárias de Covid-19 nos próximos meses. Nesta terça, os números mostram que a média móvel de casos continua subindo. Desta vez, foi para 76.545 confirmações em média por dia, enquanto a média de mortes passou para 2.436 óbitos por dia.

 

 

Os números são registrados no primeiro dia da gestão do novo ministro da Saúde, o médico cardiologista Marcelo Queiroga, que tomou posse nesta terça-feira (23) em cerimônica discreta no Palácio do Planalto. O general Eduardo Pazuello foi exonerado do cargo.

 

 

Versão atualizada do cronograma de vacinação brasileiro mostra ainda uma queda de 10 milhões de doses na previsão de imunizantes contra a Covid-19 para distribuição em abril. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reduziu a estimativa de entregas em 9 milhões, enquanto o primeiro lote de doses da Pfizer saiu da previsão oficial.

 

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai discursar em rede nacional de rádio e televisão às 20h30. Segundo interlocutores, a ideia é tratar de ações do governo federal no combate à pandemia. Também deverá falar sobre a substituição no Ministério da Saúde.