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Covid-19 – Em nota, Cimi-Sul lamenta morte de líder indígena em Constantina no RS nesta 2ª

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Em nota, o Conselho Indigenista Missionário Cimi- Sul lamenta a morte de Lourenço Amantino, cacique da TI Sêgu (Xingu), em Constantina, município localizado na região Norte do Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira, 22 de junho.

 

Lourenço Amantino estava internado em Passo Fundo desde o dia 13 de junho, depois de ter contraído o novo coronavírus. “Seu Lourenço”, como era conhecido, foi o primeiro cacique Kaingang a morrer vítima do COVID-19.

 

Na nota, o Cimi Sul expressa sua solidariedade à família do cacique, à comunidade Sêgu – Xingu – e a todo o Povo Kaingang.

 

“Perde-se um homem lutador, um guerreiro incansável, um homem que teve sua vida dedicada à demarcação da terra. Ele era um esperançoso, sempre procurava acreditar na palavra das pessoas, nas autoridades que lhe prometiam a demarcação da terra. Sua trajetória é marcada na luta em acampamentos de beira de estrada, em áreas degradadas, sem saneamento básico, sem água potável e habitando moradias improvisadas. O sonho de Seu Lourenço, de um dia poder entrar, cultivar e se alimentar dos bens da terra originária o fez superar a insalubridade sanitária. Ele constituiu família, organizou-se com seus parentes, com seu povo e empreendeu uma luta bonita de vida e resistência”, diz a nota.

 

 

 

Liderança indígena Leandro Amantino, cacique da TI Sêgu (Xingu), em Constantina,
no norte do Rio Grande do Sul, que faleceu nesta segunda-feira, 22 de junho, por coronavírus.
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