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Contag faz alerta sobre o aumento de casos de Covid-19 no mundo e possibilidade de segunda onda no Brasil

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Os números divulgados nos últimos dias sobre os novos casos de contaminação e mortes pela Covid-19 comprovam que estamos entrando na segunda onda da pandemia no mundo. No Brasil, vários estados também estão registrando alta. Na última terça-feira, 17 de novembro, o mundo registrou 11.115 mortes por Covid-19, um novo recorde diário, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins. O recorde anterior de óbitos era de 4 de novembro, com 11 mil mortes.

 

Conforme dados do Ministério da Saúde, no Brasil, a tendência de redução do número de novos casos e novos óbitos, em queda a partir do mês de agosto, começa a mostrar tendência de um novo aumento, confirmando a preocupação de especialistas sobre a possibilidade de uma nova onda. A média móvel de 16.850/dia para novos casos, entre os dias 1 a 7 de novembro, ampliou-se para 27.914, entre os dias 8 a 15 de novembro, correspondendo a um aumento de 65%. Já com relação à média móvel de óbitos, nos dois períodos em questão, sofreu uma ampliação de 340 óbitos/dia para 504, equivalendo a um aumento de 47,9%.

 

Desde o início da pandemia, já são mais de 1,3 milhão de mortes em todo o mundo e 55,6 milhões de infectados. Os Estados Unidos e o Brasil são os países com maior mortalidade – 248 mil e 166 mil, respectivamente, seguidos da Índia (130 mil), México (99 mil) e Reino Unido (52 mil). Na primeira onda, o pico de mortes em escala mundial foi registrado em 17 de abril, com 8.365.

 

Para tentar conter essa segunda onda de contaminação, diversos países da Europa voltaram a adotar protocolos de isolamento, a exemplo do lockdown (bloqueio total) e outras medidas de restrição.

 

A Contag vê com preocupação essa possibilidade de a segunda onda chegar com força no Brasil, inclusive porque o País não superou a primeira onda de contaminação. Para isso, é preciso uma postura mais séria do governo federal, em especial do presidente da República, no enfrentamento à pandemia e no estímulo para que toda a sociedade respeite as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), como o uso de máscara, evitar aglomeração e reforçar a higiene pessoal, por exemplo.

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