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Confiante em vitória, Wederson Moreira promete inverter as prioridades do Sindilegis, focando na valorização “do serviço público e do servidor”

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O Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Wederson Osmar Moreira, de 50 anos, está entre os candidatos de oposição à atual direção do Sindilegis, entidade dos servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU, que realiza eleições no próximo dia 30, para renovação de sua diretoria.

 

 

Wederson Moreira encabeça a chapa 2 – Renovar é Preciso, com a proposta de inverter as prioridades da atual gestão e focar “na defesa das atribuições, da carreira e na valorização do serviço público e do servidor”, como afirma. Sobre os servidores comissionados, o candidato afirma que, eleito, sua gestão dará “tratamento digno” a este segmento e lutará para que a ele seja estendido, o amparo a direitos básicos, como o FGTS.

 

Wederson critica a PEC da Reforma Administrativa, do governo federal, e diz que vai “atuar fortemente para apresentar um substitutivo que contemple a melhoria contínua do serviço público”. Com relação às denúncias, que circulam na imprensa, sobre a atual gestão do Sindilegis, o candidato de oposição disse que prefere “aguardar as investigações”, que estão sendo feitas.

 

Natural de Campo Belo (MG), casado e com formação acadêmica em Engenharia Mecânica e Advocacia, tendo Pós-graduação, Wederson ingressou no serviço público em 1996, onde já exerceu os cargos de Auditor-Fiscal da Receita Federal, Auditor-Fiscal da Previdência Social e Analista Tributário da Receita Federal. Foi, também, presidente da Delegacia Sindical do Sindifisco Nacional e do Sindicato dos Fiscais da Previdência no Distrito Federal e preside, mais uma vez, a União dos Auditores Federais de Controle Externo (Auditar).

 

Ao Jornal Brasil Popular (JBP), Wederson Moreira concedeu a entrevista, que segue, realizada por meio digital, devido à pandemia do Corona Vírus (Covid-19).

 

JBP – Você é candidato de oposição à atual diretoria do Sindilegis, com a chapa “Renovar é Preciso”. Porque você resolveu concorrer às eleições?

 

Wederson Moreira: O Sindilegis perdeu toda sua capacidade de defender a categoria há tempos e isso ficou provado durante a Reforma da Previdência. Não vimos essa gestão fazer nenhum movimento efetivo para proteger os direitos dos filiados e filiadas. A renovação é importante para dar novo ânimo à entidade.

 

JBP – Quais são suas principais propostas para promover mudanças na gestão do Sindilegis?

 

Wederson Moreira: Vamos fazer uma inversão na lógica das prioridades. A gestão atual tem priorizado reformas em prédios e uma retórica de benefícios, que, na verdade, se traduz em quase nada para a categoria. Ao contrário, daremos foco na defesa das atribuições, da carreira e na valorização do serviço público e do servidor.

 

JBP – E no caso dos servidores comissionados, que propostas você tem para este segmento?

 

Wederson Moreira: O servidor comissionado deve ter um tratamento digno, pois também exerce sua função com zelo para o progresso do serviço público. Proporemos a criação de um banco de talentos, de modo que seja incentivada a preferência na contratação, em caso de dispensa, e atuaremos para que seja estendido a eles o amparo a direitos básicos, como FGTS e outras vantagens.

 

JBP – Está no Congresso Nacional a PEC 32/2020, do governo federal, que altera dispositivos sobre os servidores e empregados públicos, além da organização administrativa. Como essa PEC atinge os servidores do TCU e do Poder Legislativo?

 

Wederson Moreira: A denominada PEC da Reforma Administrativa foi colocada de forma completamente equivocada pelo governo, pois desestrutura o serviço público de forma absurda. Essa proposta teria que vir no viés de melhorar a prestação do serviço do Estado para a população. Nós vamos atuar fortemente para apresentar um substitutivo que contemple a melhoria contínua do serviço público e no sentido de se estabelecer metas para os gestores, de modo que o orçamento seja utilizado de forma eficiente e traga benefícios efetivos para o povo.

 

JBP – Essa PEC tem alguma segurança jurídica?

 

Wederson Moreira: Na verdade, é uma proposta esdrúxula que coloca o público a serviço do privado.

 

JBP – Segundo noticiado pela imprensa, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) investiga a denúncia de que a gestão atual teria administrado mal os recursos do Sindilegis. O que foi comprovado sobre esta denúncia?

 

Wederson Moreira: Vi essa notícia e tenho certeza de que o MP vai investigar a ocorrência dos fatos. No entanto, pelas explicações no site do sindicato, parece que admitiram boa parte do noticiado. Admitiram uma reforma no Rio de Janeiro em imóvel diferente da sede, que ao final foi devolvido sem uso, trocando-se a reforma pelo aluguel. Mas se a sala estava inutilizada, logo, deram a reforma para o proprietário, sem que houvesse qualquer benefício para o filiado. Admitiram a produção de informativos para divulgar supostos candidatos de interesse do sindicato. Mas, a legislação eleitoral proíbe qualquer tipo de doação por pessoa jurídica. Também admitiram o rompimento de dois contratos odontológicos sem qualquer motivo aparente ou sem qualquer estudo prévio, ocasionando multas contratuais de valor expressivo. Enfim, está sob a custódia do MP e vamos aguardar as investigações.

 

JBP – Também circulou a denúncia de que uma funcionária do sindicato teria tido acesso a uma senha institucional do TCU, com o objetivo de atualizar o cadastro dos filiados, durante a campanha. O que você acha dessa denúncia?

 

Wederson Moreira: É complicado se isso ocorreu, mas caberá ao MP investigar. Mas é uma investigação tranquila, pois basta requisitar ao TCU os acessos realizados e verificar os nomes.

 

JBP – Neste caso, o que sua chapa está fazendo?

 

Wederson Moreira: Vamos aguardar as investigações.

 

JBP – Você e seu grupo criaram o site “Fale com o Congresso”. Como você avalia a participação dos servidores nesta rede social?

 

Wederson Moreira: É um site que possibilitará envolver os servidores e a sociedade civil para um trabalho parlamentar em cima de temas que serão votados no Congresso Nacional. Com isso, a população poderá expressar sua vontade diretamente ao parlamentar de forma rápida e eficaz, não permitindo que haja desconformidade entre a vontade pessoal do parlamentar e do povo.

 

JBP – Qual é a sua expectativa sobre o resultado das eleições do Sindilegis, no próximo dia 30?

 

Wederson Moreira: Estamos trabalhando fortemente para conquistar a vitória e estamos confiantes que isso ocorrerá, pois inúmeras manifestações de apoio chegam a cada dia.

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