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Commodity como moeda nacional desata Terceira Guerra Mundial

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Por que como celeiro do mundo Brasil não cobra em real carne, soja, milho, minério, petróleo e óleo exportados como Rússia faz com gás, minérios e petróleo, suas principais matérias primas, faturando-as em rublo? A guerra na Ucrânia inaugura novo marco nas relações internacionais, a partir do momento em que os Estados Unidos impuseram sansões comerciais à Rússia, obrigando, imediatamente, seus aliados europeus a fazerem o mesmo, como retaliação pela invasão russa à Ucrânia; com o passar das horas, dos dias e das semanas, outra realidade econômica internacional surpreendente entrou em cena, depois de 24 de fevereiro de 2022; ela, sobretudo, sinaliza novo sistema monetário global em marcha.
Num primeiro momento, a moeda russa, diante das sanções americanas, sofreu um baque, desvalorizando-se, incontrolavelmente; os americanos soltaram foguetes; porém, desde o momento que o presidente Putin determinou que somente recebe em rublos pelas mercadorias russas exportadas, como contragolpe ao golpe recebido de Joe Biden, o jogo começou a virar em favor do rublo, que passou a se valorizar, enquanto a instabilidade tomou conta do dólar; a nova ordem obriga os importadores da Rússia a abrir conta corrente em banco russo, Gaspronbank, onde ocorrem as conversões das moedas estrangeiras em moeda russa; somente esta está autorizada a ser ativo monetário nas relações de troca entre Rússia e seus clientes, no mundo.
A Europa, principalmente, que depende, visceralmente, de matérias primas estratégicas da Rússia, como gás natural e petróleo, entrou – e se encontra em pânico. O inverno europeu que se aproxima promete outra realidade econômica radical, que já coloca suas garras de fora por meio de inflação incontrolável; os preços das matérias primas passaram a valorizar como ativo monetário real em proporção superior às próprias moedas que não dispõem de lastro real, como são os casos do euro e do dólar; o padrão dólar, ancorado no poder militar americano, entrou em instabilidade estrutural.
Poderio do Real
A economia real ganha dimensão extraordinária diante da força das mercadorias alvo do consumo global, como o petróleo, minérios e alimentos; essa é a nova força da Rússia que valoriza o rublo que incomoda o dólar; não seria essa, também, a mesma força que dispõe o Brasil, rico em ouro, minério, energia solar, petróleo, terras, biodiversidade infinita, alimentos, dos quais o mundo não pode abrir mão? Se a existência desse patrimônio serviu para Putin enfrentar os Estados Unidos e comprovar, como está se comprovando, o limite do poder americano, visto que o dólar não tem lastro real, não seria o caso de valorizar, também, a moeda brasileira lastreada nas suas riquezas incomensuráveis? Se o governo brasileiro exige, como o governo russo, que as importações dos produtos nacionais sejam faturadas em real, depois da conversão de moedas estrangeiras, no Banco do Brasil, o mesmo fenômeno da valorização monetária não ocorreria a favor do Brasil?
BANCO BRICS: NOVO SISTEMA MONETÁRIO GLOBAL
Em vez de pagar senhoriagem ao dólar, ocorreria o oposto: o dólar passaria a pagar senhoriagem ao real; ou não? A guerra na Ucrânia estabelece novo poder monetário real; valem as mercadorias demandas pelo mercado global e não o papel moeda que as compra sem lastro real; é a partir desse entendimento que se firmou, ainda antes da guerra, as relações de trocas futuras entre Rússia e China, em escala ilimitada, visando construção da fronteira econômico-financeira eurasiática; governos russo e chinês – e agora o indiano – combinam trocas comerciais em suas respectivas moedas e se articulam na institucionalização dessa nova prática em forma de novo poder monetário internacional, seguramente, por meio do Banco dos Brics.
Por que o Brasil, signatário dos Brics, detentor do que é fundamental, nas novas relações de trocas, ou seja, riquezas reais ditadas pelo mercado de acordo com as demandas dos países em processo de multilateralismo comercial e político, não seria ator decisivo? Sinal inequívoco nesse sentido aparece, agora, com decisão da Embrapa de ampliar a produção de trigo, cujos preços, com a guerra na Ucrânia, junto com o petróleo, transformaram-se em fatores decisivos para alta incontrolável da inflação; o fato fundamental está à frente de todos em letras garrafais; novo sistema monetário está nascendo com valorização das commodities como ativo monetário; se o Brasil amplia construção de aeroportos, portos, ferrovias, rodovias e armazéns em escala nacional, com implementação de infraestrutura forte para deslocamento rápido e eficiente de mercadorias, devidamente, estocadas, disporá, abundantemente, de moeda real valorizada como ativo atrativo em escala global.
Adeus Chicago
Haverá, consequentemente, relativização drástica do poder americano, ancorado no dólar, na comercialização global de commodities, diminuindo a importância absoluta de bolsas de mercadorias com a de Chicago, por exemplo; haveria ou não estímulo para ampliação das relações de trocas entre real e yuan, intermediadas pelo Banco Brics, candidato a novo centro financeiro global? Não é à toa que os Estados Unidos colocam barbas de molho frente à liderança mundial que adquiriria Lula, caso seja eleito; afinal, sob sua liderança nacionalista foi criada essa futura instância financeira global irresistível, para ditar novo sistema financeiro internacional, no lugar de Bretton Woods, fragilizado relativamente sob o dólar. Inequivocamente, a reviravolta da transformação monetária, estando o dólar em posição vulnerável, transforma-se em principal fator capaz de detonar 3ª guerra mundial.
(*) Por César Fonseca, jornalista, atua no programa Tecendo o Amanhã, da TV Comunitária do Rio e edita o site Independência Sul Americana



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