Nesta terça-feira (3), presidente Bolsonaro voltou a defender o voto impresso e atacou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

 

 

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (3) requerimento do deputado Rogério Correia (PT-MG) para convocação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

 

 

O general vai ter que esclarecer o conteúdo de uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que atribui ao ministro uma ameaça à realização das eleições de 2022. Braga Netto negou a declaração.

 

 

“A suposta ameaça, se confirmada, se constitui em grave crime praticado contra o sistema democrático, definido constitucionalmente, fato este que precisa ser apurado pelo Parlamento brasileiro e demais órgãos estatais de investigação e controle e, se comprovada a ameaça, adotar as providências cabíveis”, lê-se no requerimento, reproduzido pela revista Carta Capital.

 

 

A reportagem do O Estado de S. Paulo afirma que, em 8 de julho, Braga Netto enviou um recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), dizendo que, se não for aprovado o voto impresso e auditável, não haverá eleições em 2022.

 

Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Defesa Walter Souza Braga Netto após encontro em Brasília, 22 de julho de 2021
Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Defesa Walter Souza Braga Netto após encontro em Brasília, 22 de julho de 2021. Foto: Reuters/Adriano Machado

 

Atualmente, o voto impresso é uma das principais bandeiras defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados.

 

 

Bolsonaro volta a atacar Barroso

 

 

Nesta terça-feira (3), em conversa com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a atacar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. “O ministro Barroso presta um desserviço para a população brasileira. Não é uma briga contra o TSE ou STF, é contra o ministro do Supremo que é presidente do TSE querendo impor a sua vontade. Nós sabemos quanto Barroso deve para Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou Bolsonaro, citado pelo jornal Estado de Minas.

 

 

O presidente acrescentou ano que vem haverá eleições limpas e democráticas, mas que não serão admitidas eleições duvidosas.

 

 

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, durante entrevista coletiva. Foto de arquivo
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, durante entrevista coletiva. Foto de arquivo/AFP 2021 / APU GOMES

 

“O Brasil mudou. Jurei dar minha vida pela pátria. Não aceitarei intimidações. Vou continuar exercendo meu direito de cidadão, de liberdade de expressão, de criticar, de ouvir e atender acima de tudo a vontade popular.”

 

Na segunda-feira (2), O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, a abertura de um inquérito administrativo sobre ataques à legitimidade das eleições. O plenário do TSE também aprovou pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente Jair Bolsonaro seja investigado no inquérito que apura a disseminação de desinformação.

 

 

Do site Sputnik Brasil