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Comissão da ALMG visita local da Serra do Curral ameaçado de destruição pela mineradora Tamisa

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Ambientalistas lutam para impedir a destruição da Serra do Curral. Dentre as ações, lançaram um abaixo-assinado virtual em que qualquer pessoa pode assinar e ajudar o Brasil a tombar a região e impedir mais um crime ambiental. Clique no link https://tombeaserradocurral.com.br/ e confira

 

 

A Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Belo Horizonte realizará uma visita técnica, nesta segunda-feira (9/5), a partir das 9h, à Serra do Curral, no local em que a Taquaril Mineração S.A (Tamisa) disse que vai instalar a exploração do solo. Mais do que um cartão postal de BH, a Serra do Curral é local de nascentes, refúgio de animais e de natureza exuberante que serve mais à cidade do que a mineração da Tamisa.

 

 

De acordo com o requerimento da visita, da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), o objetivo é “verificar a situação da Serra do Curral, tendo em vista o processo de tombamento em nível estadual de todo o seu conjunto e a recomendação do Ministério Público à Secretaria de Estado de Cultura para que o processo do referido tombamento seja submetido à apreciação do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural”.

 

 

A comissão vai percorrer o monumento natural ameaçado pelo complexo minerário. Além de destruir as riquezas ambientais, a mineração na Serra do Curral também afetará a qualidade do ar e acarretar em falta de água na região metropolitana. Também há risco geológico de erosão no Pico Belo Horizonte.

 

 

Para a deputada Beatriz Cerqueira, o licenciamento para minerar é ilegal. “Nós temos 22 comissões permanentes na Assembleia e vamos continuar fazendo atividades em todas possíveis e falando da Serra do Curral em todos os espaços necessários pelo tempo que durar, até que vençamos essa guerra”, conclui.

 

 

Na visita, a comissão irá se encontrar na Rua Ludgero Felipe Ferreira, 140, Conjunto Taquaril, em frente ao CRAS -Taquaril (BH). O projeto da empresa e dos políticos ligados a ela prevê a exploração tem duas etapas: na primeira, visa a extrair 31 milhões de toneladas de minério ao longo de 13 anos. A segunda irá acabar de destruir o cartão postal de BH com a lavra de 3 milhões de toneladas de itabirito friável rico, com 2 anos de implantação e nove de operação.

 

 

Estado democrático de direito, Brumadinho e Mariana e a morte anunciada de Paracatu

 

A mineradora Tamisa avisou ao povo de Belo Horizonte e aos políticos de Minas Gerais, que vai se instalar na área situada na Serra do Curral para minerar a região ainda este ano. A informação é do jornal Estado de Minas, que completou a notícia explicando que isso “significa colocar o maquinário pesado no local e se preparar para quando for dada a autorização para a operação”.

 

 

Segundo o jornal, a informação foi confirmada pelo representante da empresa, Leandro Amorim, na audiência pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (5/5). Durante a reunião, houve protestos do público que acompanhou presencialmente. O povo de Belo Horizonte não quer mineração no local.

 

Ainda segundo levantamento do EM, o representante da mineradora apontou que qualquer tentativa de judicialização ou investigação do projeto é vista como uma boa oportunidade de demonstrar a honestidade do empreendimento. “A questão já foi judicializada, mas vemos isso como boa oportunidade de demonstrar a lisura do nosso projeto”, disse Amorim. Existe ainda o movimento na Assembleia Legislativa de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), apresentada pela deputada Ana Paula Siqueira (Rede) que está com 20 assinaturas, faltando apenas seis para ser aprovada.

 

 

Um grupo de deputados está empenhado em impedir o projeto de mineração. Co-autora do pedido da audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Minas e Energia, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) criticou as ações. “Estamos vendo um ato de ódio a BH, é transformar o nosso Belo Horizonte em um ‘Feio Horizonte’. Nós não aprendemos com os dois crimes (Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019). A mineradora, em seu poder predatório, assassinou 55 pessoas e posteriormente mais 270 pessoas”, lamentou.

 

 

Em reunião na ALMG, o representante da Tamisa Mineração S.A., Leandro Amorim, disse que o Estado democrático de direito lhe garante a mineração de uma área ambientalmente importante para o clima, a água e a saúde vital da população de Belo Horizonte e do Brasil porque a vegetação, as nascentes e os animais serão sacrificados para dar lugar a barragens de rejeitos e a destruição total do cartão postal da capital de Minas.

 

 

“Acredito que seja o contrário do que disse o representante mineradora. A democracia tem obrigação de impedir esse tipo de invasão de terras públicas por empresários de qualquer setor, sobretudo quando está no projeto um tipo de agressão ambiental dessa envergadura”, afirma Lorena Lisboa, moradora da capital mineira.

 

 

Durante a semana, ambientalistas mobilizaram atos e protestos contra a mineração no local. Segundo o movimento, entre os impactos previstos estão a destruição da biodiversidade na serra, que abriga quase 40 espécies de plantas e animais ameaçados de extinção; poluição do ar causada pelas explosões utilizadas para a extração do minério; a poluição sonora causada pela atividade mineradora em três turnos diários; riscos de desabamentos ampliados pelas explosões e pela falta de vegetação que evita a erosão do solo; além da morte de cursos d’água que nascem na região.

 

Paracatu

 

Há anos, ambientalistas vêm denunciando os riscos da mineração de ouro em Paracatu feita pela empresa multinacional canadense Kinross. Em matéria divulgada sobre uma audiência na Comissão de Direitos Humanos acerca da situação de Paracatu, a Câmara dos Deputados conta que “todos os dias às três e meia da tarde tem a detonação de uma bomba cada vez mais potente porque a rocha está cada vez mais dura. As casas não estão trincadas, elas vão mesmo é cair”.

 

No relato de Mauro Mundim da Costa, da Central das Associações de Bairros de Paracatu, que, dentre outros horrores ambientais e econômicos contra o Brasil cometidos por essa mineradora canadense, a realidade é que “as comunidades mais próximas ficam a 500 metros da mina e as famílias não dormem por causa das máquinas que trabalham 24 horas. Além disso, tem a contaminação do sangue por causa do arsênio usado na mineração”.

 

O depoimento de Costa foi realizado numa audiência pública da CDHM sobre violações de direitos humanos na mina Morro do Ouro em Paracatu (MG). A mina é a maior do país em volume e área de minério de ouro no país, e é explorada pela empresa canadense Kinross. Em 2018, bateu recorde de produção: segundo informação da empresa, foram 14,7 toneladas, que correspondem a cerca de 25% da produção de ouro no país.

 

“A mina da Kinroos, em Paracatu, apresenta sérios riscos para a população. Não é só a questão do rompimento, mas, também, do material de rejeito que é altamente tóxico e provoca câncer. O arsênio, um metal pesado, usado no processo de mineração vem contaminado as águas do município e região e também contamina o ar.  Chega de mortes e destruição do meio ambiente”, ressalta Padre João (PT/MG).

 

 

Acesse: https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cdhm/noticias/201ca-bomba-das-tres-e-meia-da-tarde201d-a-mineracao-de-ouro-em-paracatu

 

Serviço

Visita à Serra do Curral
Quando: 09 de maio – segunda-feira
Horário: 09 horas
Ponto de encontro: Rua Ludgero Felipe Ferreira, 140, Conjunto Taquaril, em frente ao CRAS – Centro de Referência de Assistência Social do Taquaril

 

Com informações do jornal Estado de Minas e Câmara dos Deputados



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