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Combustíveis: redução do ICMS vai empobrecer municípios, alerta Lula

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À rádio Itatiaia, Lula condena covardia de Bolsonaro na crise dos combustíveis. “A mesma caneta que assinou a internacionalização dos preços pode assinar para não fazer isso. Bolsonaro é um embusteiro”

 

A proposta para que Estados reduzam o ICMS dos combustíveis em até 17%, em troca de uma suposta compensação do governo federal apenas até dezembro, foi alvo de duras críticas do ex-presidente Lula. Em entrevista à rádio Itatiaia do Vale do Aço, em Timóteo (MG), nesta quarta-feira (8), Lula condenou a covardia de Jair Bolsonaro, que prefere continuar com o “rabo preso” aos acionistas que lucram com a gasolina dolarizada do que apresentar uma solução real para a crise dos combustíveis. Ele também advertiu que a redução vai afetar a arrecadação, retirando dos municípios recursos da saúde e educação.

 

“O aumento da gasolina, [atrelado] ao preço internacional, não foi feito por votação no Congresso, foi com uma canetada do Pedro Parente, ex-presidente da Petrobras”, explicou Lula. “Então, se para aumentar, foi em uma canetada, para se tirar, também pode ser. Se o presidente tivesse coragem, se não fosse um fanfarrão, se não fosse um embusteiro, já teria feito isso. Mas ele aproveita o que acontece para criar caso, ele quer jogar a culpa nos governadores”, lamentou Lula.

 

“E veja o que vai acontecer: ao mexer no ICMS, os municípios vão perder dinheiro. Aí, a educação vai perder dinheiro, a saúde”, disse Lula, para quem a única estratégia de Bolsonaro é abrir guerra contra os governadores. Quem pagará é a sociedade brasileira, argumentou o petista.

 

“Quando ele diz que vai fazer compensação, vai fazer até dezembro. Depois de dezembro, eu quero saber quem vai arcar com a falta de arrecadação dos municípios, que é onde o povo mora. É no município que o povo quer educação, saúde, tranquilidade, rua asfaltada, segurança. Os municípios vão ficar mais empobrecidos”, alertou Lula.

 

Lula afirmou que desde o Getúlio Vargas, todos os presidentes do país, com exceção de Bolsonaro, civis e militares, brigaram para que o Brasil fosse autossuficiente em petróleo. “Quando isso aconteceu, o país resolve abandonar sua soberania”, observou.

 

“A gente resolveu se subordinar às empresas que estão importando gasolina dos EUA. O presidente, fanfarrão, fica trocando o presidente da Petrobras para dizer que está tomando uma atitude, quando ele poderia chamar o presidente e o conselho da empresa e de política energética, e tomar uma decisão”.

 

 

Lula ainda advertiu que a briga em torno da redução do ICMS não vai resultar em redução dos preços nas bombas, nem do botijão de gás. “Seria muito mais simples ele chamar a Petrobras e dizer que é preciso parar. A mesma caneta que a gente assinou para internacionalizar os preços pode assinar para não fazer isso. Acontece que ele está com o rabo preso com as empresas que importam gasolina”, sentenciou Lula.

 

Bolsonaro age contra a democracia

 

“Não temos governo no Brasil, temos um fanfarrão, uma pessoa que fala muita bobagem o tempo inteiro, que mente com fake news todo santo dia”, definiu o ex-presidente.

 

Lula afirmou que Bolsonaro age contra a democracia ao levantar suspeitas sobre o processo eleitoral que o elegeu diversas vezes como deputado e como presidente. O petista reforçou que ele mesmo não teria sido eleito se as eleições fossem fraudulentas no país.

 

“O roubo que houve foi a quantidade de mentiras contadas durante o processo eleitoral [de 2018], a instabilidade criada”, sustentou. “Enquanto o povo brasileiro está precisando de livros, ele quer vender armas. Enquanto o povo precisa de amor, afeto, ele vende ódio, intriga. Esse é o país da concórdia, não da discórdia. O Brasil precisa de paz para crescer, gerar renda e distribuí-la”.

 

Programa de reconstrução

 

Lula reafirmou que o país precisa urgentemente ser reconstruído, com base em um projeto que una toda a sociedade brasileira. “Quero provar mais uma vez que aquilo que a elite brasileira destruiu, vamos reconstruir. Vamos deixar o Brasil maior, voltar a ser a sexta economia do mundo, aumentar o salário mínimo, facilitar a venda do pequeno e médio produtor rural, vamos fazer com que o agronegócio sério, que não está desmatando, continue exportando, porque o Brasil precisa disso”, explicou Lula.

 

“Iremos transformar o BNDES em um banco de desenvolvimento, para emprestar dinheiro para pequenos e médios empreendedores que queiram fazer com que esse país cresça, que queiram gerar empregos, distribuir renda. É isso que a gente pretende fazer nesse país”, assegurou.

 

“Quando deixei a Presidência, o PIB crescia a 7,5%, o salário mínimo aumentava todo ano. E parou por quê? Porque temos um governo incompetente, que não entende de economia, de legislação trabalhista, de sindicato, de movimento social, não entende dos problemas das mulheres. É preciso criar condições de equiparação – e isso já está na Constituição – entre mulheres e homens. Mulheres precisam ser tratadas com respeito”, elencou Lula.

 

De acordo com o líder petista, os partidos aliados trabalham na construção de um programa unificado para colocar em prática a retomada do desenvolvimento do país. “Nosso programa de governo será feito em discussão com a sociedade. Lançamos um pré-programa essa semana, que vai ser discutido com os partidos, depois colocaremos na rede para que a sociedade discuta, faça um programa que não seja do Lula ou do PT, mas extraído da competência e da qualidade de pensamento da sociedade brasileira”, apontou.

 

Legado

 

Lula lembrou que a população brasileira não esqueceu o legado dos governos do PT e, não à toa, ele liderava as pesquisas de opinião mesmo dentro da prisão, em 2018. E citou dados relativos a Minas Gerais.

 

“Tiramos 1,4 milhão da extrema pobreza; fizemos três novas universidades federais; saímos de 23 para 65 institutos técnicos federais; [levamos] 1.566 médicos ao Mais Médicos em 510 municípios; foram 328 mil famílias foram atendidas pelo Luz para Todos; 720 obras do PAC 1 e 2 foram concluídas e outras 980 com mais de 50%. Ou seja, fizemos muito em Minas Gerais e o PT tem de mostrar o seu legado, o que ele fez”.

Revolução sem tiro e sem mentira

 

Lula defendeu que o partido vá para as ruas e converse com o povo para ouvir sobre suas necessidades. “Para quando ganhar, governar junto com o povo. Por isso criamos o orçamento participativo, que foi adotado pela ONU como melhor exemplo de gestão de recursos públicos”, declarou. “Nos nossos governos, o povo fazia o orçamento e dizia que obras e onde ele queria”.

 

“Vamos fazer uma revolução, sem dar um tiro e sem contar uma mentira”, prometeu.

 

“O povo brasileiro vai derrotar o Bolsonaro, essa é a verdade, vai tirar o negacionista e restabelecer a democracia nesse país. Não adianta o Bolsonaro mentir, fazer provocação, ofender a Suprema Corte, não adianta ofender ninguém. Ele vai perder porque o povo quer tirar Bolsonaro”.

 

“Se ganharmos as eleições”, insistiu Lula, “o país vai acordar sorrindo, porque o que ganhou as eleições é a esperança, o presidente que mais fez política de inclusão social”, destacou.  “Quem vai ganhar é o povo trabalhador, são as mulheres, são os homens, o povo negro, os quilombolas, os pequenos e médios empresários, empreendedores”.

Aliança com Alckmin

 

Lula abordou ainda a aliança com o ex-governador Geraldo Alckmin na luta contra o obscurantismo bolsonarista. “A aliança que estou fazendo com Alckmin é para dar um exemplo ao povo brasileiro de que, em muitos momentos políticos, você tem de juntar os diferentes, para derrotar os antagônicos”, justificou Lula.

 

“Vamos construir um programa de governo, aceito por mim e pelo Alckmin, para colocar em prática esse programa para recuperar o Brasil, para que volte a produzir mais na indústria, vender mais no comércio, produzir mais na agricultura, a melhorar a produção dos alimentos sem agrotóxico”, enumerou.

 

“Tenho total confiança no Alckmin”, reiterou. “O que queremos provar é que é possível voltar a fazer política de forma civilizada, pensando no benefício do povo brasileiro e não em interesses pessoais desse ou daquele candidato”.

 




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