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Com 4.195 mortes por Covid-19 nas últimas 24h, só existe um remédio: lockdown e vacinação

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Nesta terça-feira (6), o Brasil registrou novo recorde lúgubre na sua trajetória histórica: 4.195 mortes por Covid-19, totalizando 336.947 mil mortes pela doença em 1 ano e 1 mês. TAmbém contabilizou 86.979 novas contaminações nas últimas 24 horas, somando 13.100.580 (milhões) de casos confirmados de contaminação ao todo.

 

 

 

Os dados estão até acima do que foi anunciado, insistentemente, desde o fim do ano passado pelos institutos, academias e universidades públicas do País que atuam na pesquisa do novo coronavírus e registrado, nesta terça pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass).

 

 

 

 

O levantamento do consórcio de imprensa, por sua vez, indica que o Brasil registrou 4.211 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, batendo pela primeira vez a trágica marca de 4 mil óbitos anotados em um só dia e totalizando, nesta terça-feira (6) 337.364 vítimas.

 

 

 

Com isso, a média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias ficou em 2.775. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +22%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.

O número recordista de mortes das últimas 24 horas revela que, hoje, no Brasil, a cada 20 segundos, uma pessoa morre de Covid-19.

 

 

 

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmam que só um lockdown nacional, com duração mínima de duas semanas, será capaz de conter o avanço da doença no País.

 

 

 

Os pesquisadores  afirmam que apenas medidas rígidas e vacinação em massa podem evitar que o mês de abril seja ainda pior que março, o mês mais fatal da pandemia até o momento, com 66.868 óbitos registrados.

 

 

 

Eles também indicam a vacinação é a única ação proativa, juntamente com rígido lockdown em todo o País, serão capazes de barrar essa carnificina do governo federal.

 

 

 

No entanto, até esta terça e diferentemente de toda a trajetória do País em expertise em vacinação, o Brasil aplicou 26 milhões de doses — dessas 20,3 milhões são referentes à primeira dose e 5,6 milhões, à segunda, necessária para ser considerado imunizado. Os números correspondem à 9,6% e 2,6% da população, respectivamente.

 

 

 

Depois de meses e meses de tentativas para compra e venda de vacinas, somente nesta terça o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) disse à imprensa que “há grande probabilidade” de o País fabricar a vacina Sputnik V e que uma equipe do governo deve visitar as instalações de produção na Rússia em breve.

 

 

 

 

Enquanto estimula a população a ir para cultos, missas, ruas e lazeres, o Presidente da República não falou nada sobe a falta de aprovação emergencial para o imunizante russo ou registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

 

 

No fim de março, a Anvisa voltou a suspender o requerimento feito pela Neo Química, representante da Sputnik no Brasil, alegando falta de dados.

 

 

 

Sem nenhuma política de combate à pandemia do novo coronavírus, o País segue entregue à política do Ministério da Economia de não fechar nenhum comércio, estimular o povo nas ruas para comprar, para que o Estado se exima de usar seus recursos financeiros públicos para ajudar os pequenos e microempresários, bem como a classe trabalhadora desempregada.

 

 

 

Combater a pandemia vai além de comprar vacinas e nutrir o Sistema Único de Saúde (SUS) com os recursos financeiros públicos necessários para barrar a crise sanitária, mas, também, paralelamente, investir na economia para proporcionar a capacidade de o País realmente fazer um lockdown.

 

 

 

O ministro Paulo Guedes segue com o pé no freio para liberar as verbas para a saúde e para o combate à pandemia, mas com o pé no acelerador para entregar o dinheiro público as “serviços da dívida”, uma dívida pública  não auditada que o Brasil não sabe quanto deve e nem para quem deve.

 

 

 

Segundo dados da plataforma Our World in Data, associada à Universidade de Oxford, apenas dois outros países já tiveram mais de 4 mil vítimas da doença em um só dia: os Estados Unidos, em janeiro deste ano, e o Peru, em agosto de 2020, após a revisão de números represados.

 

 

 

Desde o início de março, o Brasil é o país em que mais se morre por Covid-19. Os Estados Unidos, que estão em segundo lugar nessa lista, tiveram 515 óbitos nesta segunda, o último dado disponível — menos que a metade dos 1.319 registrados por aqui no mesmo dia.

 

 

 

Ao todo, 336.947 brasileiros perderam a vida para a doença causada pelo novo coronavírus.

 

 

 

Também foram confirmados mais 86.979 casos, totalizando 13.100.580.

 

 

 

Essa máxima é puxada pelos dados do Estado de São Paulo, que registrou mais 1.139 mortes por Covid-19, nesta terça, o maior número até o momento. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a atualização contém dados acumulados desde o feriado da última sexta-feira (2).

 

 

 

Em São Paulo, segundo reportagem da CNN Brasil, o Cemitério da Vila Formosa está com intensa rotina de sepultamentos noturnos de pessoas que morreram de Covid-19

 

 

 

Com informações da CNN Brasil, G 1 e Sputnik Brasil

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