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Colômbia: rumo a paz com justiça social

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O Governo de Gustavo Petro-Francia Márquez começou em muito bom ritmo em sua importantíssima empreitada e exibe firmes avanços a 11 dias da tomada de posse.

 

Já registrou ante o Congresso sua medida emblema, a reforma tributária, sem cuja aprovação não poderia cumprir os programas sociais para levar a cabo a Reforma Rural Integral, fazer da educação e da saúde um direito universal e combater frontalmente a fome no segundo país mais desigual da América Latina.

 

Compromissos assumidos pelo presidente e pela vice-presidenta com os eleitores e com o povo colombiano. Sobretudo com os operários, os pobres e jovens de ambos os sexos protagonistas da ferozmente reprimida rebelião social entre 2019 e 2021. Só de 2021 foram divulgados mais de 70 manifestantes mortos e centenas de desaparecidos. Da mesma maneira, visando acabar com a desenfreada corrupção e as selvagens violações aos direitos humanos por parte das forças militares e policiais, já nomeou uma nova cúpula para ambas forças, após enviar para a reforma 55 generais.

 

Se deve destacar que Petro já designou a imensa maioria dos integrantes de seu Governo que, em geral, gozam de prestígio e reconhecimento nacional e internacional em suas esferas de competência; deu importantes passos na consecução da “paz total”, com a retomada do processo de paz com o Exército de Libertação Nacional [ELN] em Cuba, o que equivale a uma normalização muito amistosa das relações com a ilha. Por sua vez, e sem perda de tempo, avançou no restabelecimento pleno das relações diplomáticas e comerciais com a Venezuela, assim como a abertura das passagens em sua extensa fronteira comum de 2.219 quilômetros, fechada desde 2015 em consequência da participação doentia do Governo de Iván Duque como peça fundamental da política de guerra multidimensional de Washington contra Caracas.

 

Um exemplo da idoneidade e do consenso de que gozam os integrantes principais do novo Governo, mais além dos histéricos e raivosos chiliques do uribismo e seus satélites, são as nomeações para a Chancelaria e a pasta da Fazenda. Frente à primeira, Álvaro Leyva, homem com uma trajetória íntegra de compromisso e participação ativa em todos os esforços de paz dos distintos Governos colombianos, quem, ademais, goza, por sua seriedade, da confiança dos organismos internacionais e das distintas guerrilhas ou ex-guerrilhas. Igualmente, como ministro da Fazenda, se pode dizer de José Antonio Ocampo, experto em finanças e economista de sólido aval nacional e internacional, quem contará com o apoio de competentes especialistas à frente das outras dependências do setor econômico.

 

O reinício do diálogo com o ELN se decidiu finalmente numa delegação enviada a Havana por Petro para corroborar a disposição para a continuidade do processo por parte dessa organização. Liderada pelo chanceler Leyva, pôde constatar a vontade pacificadora dos negociadores do ELN, refugiados em Havana desde que, em 2019, o presidente Duque, inimigo jurado dos Acordos de Paz, aproveitou uma ação dessa guerrilha para explodir o diálogo e envenenar as relações com Havana. Num gesto coerente com a fobia de seu patrão Álvaro Uribe contra a paz, exigiu ao Governo da ilha a extradição dos enviados do ELN, algo que Cuba não podia aceitar por sua condição de garantidora do processo ante o direito internacional.

 

Havana rechaçou a indigna petição de Bogotá e acolheu aos representantes do ELN. Ironicamente, a presença totalmente legal e legítima dos negociadores da guerrilha na ilha foi usada despudoradamente pelo Governo de Donald Trump como pretexto para voltar a incluí-la na espúria lista de países patrocinadores do terrorismo, com as penúrias econômicas que isso lhe impunha, ademais das que já sofria e continua sofrendo devido ao cruel recrudescimento do bloqueio por [parte de] Trump e sua manutenção, quase intacto, por Biden.

 

O chanceler Leyva se encarregou de fazer justiça a Cuba quando afirmou que seu país rechaça a qualificação da ilha como suposta patrocinadora de terrorismo “com a qual se pretendeu desconhecer seu compromisso com a paz da Colômbia e do mundo”. O que foi respondido por seu homólogo cubano Bruno Rodríguez Parrilla, reiterando o compromisso de Havana com a paz em Colômbia.

 

Petro, que tem dado grande importância à unidade da América Latina e do Caribe, disse, com muita razão, que o México obradorista e a Colômbia podem prestar uma grande contribuição a esse nobre empenho. Neste momento, aliás, essa unidade passa inevitavelmente pela devolução a Venezuela de seu avião sequestrado por um juiz de Buenos Aires, o que depende de uma ordem do presidente Alberto Fernández, que muitas e muitos agradecemos.

 

 

(*) Por Ángel Guerra. Tradução > Joaquim Lisboa Neto

 

teleSUR no se hace responsable de las opiniones emitidas en esta sección

acesse > https://www.telesurtv.net/bloggers/Colombia-hacia-la-paz-con-justicia-social-20220817-0001.html




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