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Colômbia é o segundo país do mundo com o maior recorde de mortes violentas por dia de protesto

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Um relatório da Unidade de Investigação e Acusação revelou que, durante os protestos, foram registados 16 ataques contra organizações que intervieram perante o PEC

 

A Jurisdição Especial para a Paz (JEP) da Colômbia publicou um comunicado na quinta-feira em que alertava que o país é o segundo no mundo que tem o maior índice de mortes violentas por dia de protesto, no âmbito da Greve Nacional iniciada em 28 de abril.

 

No texto, o JEP afirma que “em termos de frequência, a Colômbia seria o segundo país com a maior taxa de mortes violentas por dia de protesto no mundo (uma morte a cada 36 horas)”, superada apenas por Mianmar.

 

 

“A Greve Nacional e o tratamento dado ao protesto social geraram riscos que afetam o cumprimento do mandato constitucional e legal do JEP e das demais componentes do Sistema Integral pela Paz”, afirmou no comunicado.

 

 

Entre 28 de abril e 30 de maio, foi registrado um aumento dos eventos do conflito armado e dos danos a civis em 111 municípios colombianos, em comparação com os números registrados no mesmo período entre 2017 e 2020.

 

 

“Em 2021 há um registo total de 13 eventos de conflito e 89 afetações civis, destas últimas há um aumento de mais de 400 por cento visto que em média foram 18 afetações civis nos anos anteriores”, é o resultado do relatório elaborado por Unidade de Investigação e Acusação (UIA) do JEP.

 

 

Desta forma, o JEP afirmou que esta situação pode ser evidenciada pelo aumento das ameaças de morte e homicídios ocorridos contra ex-combatentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular (FARC-EP), bem como pelos deslocamentos forçados em massa. .

 

 

“No quadro das manifestações da Greve Nacional, a UIA tem um registo de 16 afectações dirigidas contra as organizações intervenientes perante o JEP, a Comissão da Verdade e a Unidade de Busca de Pessoas Consideradas Desaparecidas”, prossegue o documento.

 

 

Da mesma forma, o relatório da UIA alertou que as práticas de autodefesa e paramilitares surgiram com o objetivo de assustar as pessoas que se unem ao protesto social contra as violações que estão vivenciando ou para exigir garantias.

 

 

Milhares de colombianos saíram às ruas de suas respectivas cidades para protestar contra as políticas neoliberais impostas pelo governo de Iván Duque e exigir uma mudança nas medidas.

 

 

No entanto, em manifestações pacíficas, houve fortes repressões nas quais, de acordo com relatos, os participantes são feridos, estuprados, desaparecidos ou mortos por órgãos de segurança.

 

Da TeleSur

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