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Colapso na saúde faz governador do DF e de mais 12 estados adotarem lockdown

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Com 97% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para adulto ocupados com paciente em estado grave de Covid-19 e apenas 1 leito à disposição, o Distrito Federal termina o mês de fevereiro 2021 com colapso na saúde. Governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou lockdown, nesta sexta-feira (26). Comerciantes ameaçam demitir funcionários se o governador mantiver o isolamento.

 

Com as mais recentes medidas de restrição total para reduzir as infecções causadas pela Covid-19, boa parte do comércio e alguns serviços não poderão funcionar a partir de 0h01 de domingo (28/2), de acordo com decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) na noite desta sexta-feira (26/2).

 

A situação é grave. É a primeira vez, desde o início da pandemia do novo coronavírus, que a capital do País vê o sistema de saúde entrar em colapso por causa da Covid-19. Ibaneis se reuniu com Prefeitos das cidades do Entorno do DF de Minas Gerais e Goiás para definirem estratégias para driblar o novo coronavírus.

 

De acordo com o documento, o texto atinge diretamente shoppings, restaurantes, bares e lojas de roupa, além de comércios em geral. Pela determinação do Palácio do Buriti, todos esses estabelecimentos, incluindo academias, teatros, cinemas, escolas, faculdades e universidades, não poderão funcionar durante a vigência do decreto.

 

“Estamos com 92% de UTIs ocupadas e vamos tomar as providências aos poucos, na medida do que for necessário. Por enquanto, essas são as providências urgentes”, afirmou o governador. Os servidores que não forem de serviços essenciais ficarão em home office.
Além do DF, mais 12 estados adotaram  ou anunciaram que irão implantar restrições para conter o crescimento de casos e de mortes por Covid-19. O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), presidente do Fórum de Governadores, afirmou, nesta sexta-feira (26), que os governos estaduais vão fazer um apelo ao Ministério da Saúde para que determine medidas restritivas em todo o país a fim de conter a expansão da Covid-19.

Segundo Wellington Dias, os sistemas de saúde de 20 estados e o Distrito Federal estão no limite ou já entraram em colapso. O Brasil enfrenta aumento sem precedentes do número de casos e de mortes pela doença, o que pressiona unidades de saúde na rede estadual e municipal. Estados relatam situação crítica em razão da ocupação recorde de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

 

Nesta sexta-feira (26), nas últimas 24 horas, o País contabilizou 10.457.794 casos e 252.988 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Foram em média mais de 53 mil novos casos por dia na última semana. A média móvel de mortes está acima de 1.100 pelo terceiro dia seguido.

 

Nesta sexta também sete estados anunciaram restrição de atividades e toque de recolher: Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí,  Paraná, Rio Grande do Norte,  São Paulo. Outros cinco  mais o DF – anunciaram ou mantiveram endurecimento de restrições a comércio e a serviços não essenciais: Acre, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina.

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