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CNTS denuncia condições precárias dos profissionais da saúde

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Levantamento do Cofen revela que 551 médicos e 648 enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem morreram de Covid-19 no País em 2020

 

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) e entidades filiadas divulgaram, nesta quinta-feira (11), uma carta em que denunciam a total precarização e devastação das condições de trabalho e de saúde e de bem-estar dos profissionais de saúde com a gravidade da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

 

Também alertam para o fato de “que se os trabalhadores da área não obtiverem ajuda das autoridades competentes e da população, o colapso no sistema pode aprofundar ainda mais e não será por falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas por problemas nas forças de trabalho especializadas no combate à Covid-19”, diz a carta das entidades.

 

“O momento atual da pandemia exige dos dirigentes sindicais muita coragem. Não temos certeza de qual amanhã nos espera, nem se estaremos vivos, a única certeza a é de estarmos liderando uma categoria que está numa batalha sem trégua, quase no limite em que um ser humano pode suportar”, declaram as entidades no documento.

 

E continuam: “Os profissionais em saúde estão fazendo escolhas, muitas das quais não lhes cabem, espichando os recursos disponíveis para que não faltem e possam continuar atendendo, mesmo sabendo que não existe previsão de término desse horror de lidar com a dor e a morte todos os dias”, destaca Milton Kempfer , diretor-presidente da Federação dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Sul (FEESSERS).

A entidade é filiada à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), que também assina o documento. Segundo a carta, o número de profissionais contaminados é muito alto: 648 enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem morreram por Covid-19 no País, segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Além disso, 551 médicos também faleceram em decorrência do novo coronavírus.

 

 

Hospital de campanha pela primeira vez em Porto Alegre

 

 

Depois de um ano de pandemia, a capital receberá um hospital de campanha, a ser construído no terreno em que está localizado o Hospital Restinga, no Extremo-Sul, para atender a pacientes com Covid-19.

 

A estrutura do Exército Brasileiro com três barracas, possuirá 20 leitos, 16 de enfermaria e quatro de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Prefeitura ficará responsável pelas equipes médicas e os equipamentos hospitalares.

 

A primeira parte das instalações chegou nesta quinta-feira,1, proveniente da Base Aérea de Canoas, na Região Metropolitana. Anteriormente o hospital de campanha funcionou na cidade de Manaus no Amazonas. A previsão é que comece a ser montado a partir desta sexta-feira (12).

 

Patrícia Duarte com edição do JBP

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