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Cientistas da USP se unem para propor ações de combate à fome no Brasil

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Grupo de trabalho conta com pesquisas de diversas áreas e realiza seminário aberto ao público nesta quinta-feira; livro sobre insegurança alimentar será entregue ao governo

 

 

A fome e a insegurança alimentar são fenômenos bastante presentes na história do Brasil. Agravadas pela pandemia, estas condições voltaram a assombrar o país, que tem mais da metade dos lares atingidos: pelo menos 19 milhões de brasileiros e 55% dos domicílios vivem a privação de alimentos.

 

 

Se dados como este estão no centro do debate público, muito se deve à ciência e aos cientistas, que vêm gerando informações essenciais para o diagnóstico do problema da fome. Sabe-se, por exemplo, que o Brasil saiu do mapa da fome em 2014, mas, três anos depois, 46,5% dos domicílios rurais já apresentavam insegurança alimentar grave.

 

 

Nas cidades, o estado da fome também evoca a ausência de soberania alimentar. Thais Mauad, coordenadora do Grupo de Estudos em Agricultura Urbana do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, lembra que a cidade de São Paulo regulamentou o ​​Programa de Agricultura Urbana e Periurbana (Proaurp) há mais de 11 anos. No entanto, a falta de ações de formação continuada e de mapeamento prévio de terrenos ociosos impedem sua execução.

 

 

“Ainda tem muito espaço para plantar na cidade e o programa (Proaurp) poderia ser expandido, consolidado e efetivo na cidade se uma série de medidas tivessem sido tomadas. Hoje, poderíamos ter mais hortas em São Paulo, o que contribuiria não só para diminuir a insegurança alimentar, mas como fonte de renda e de ocupação, também”, afirma.

 

 

Thais integra o Grupo de Trabalho (GT) “Políticas Públicas de Combate à Insegurança Alimentar e à Fome”, criado pela Reitoria da USP para desenvolver pesquisas sobre insegurança alimentar, alimentação sustentável, subnutrição e combate à fome. A iniciativa visa ainda propor políticas públicas e ações concretas para a melhoria da situação nutricional das populações mais vulneráveis e para a mitigação dos problemas sociais decorrentes desses problemas.

 

 

Uma das ações do grupo é a realização do 1º Seminário USP de Combate à Insegurança Alimentar e à Fome. O evento on-line será realizado nesta quinta-feira, 2 de dezembro, das 8h30 às 13h, com o objetivo de apresentar as atividades do grupo de trabalho para a sociedade. O encontro ficará disponível neste link para quem não puder acompanhar ao vivo.

 

 

“Nós também redigimos um livro, que será lançado no seminário, e vamos distribuí-lo a autoridades. Tanto das secretarias de saúde dos municípios, quanto para os ministérios da Saúde e da Agricultura”, conta Margarida Kunsch, Pró-Reitora Adjunta de Cultura e Extensão Universitária da USP. Ela explica que a articulação de um grupo interdisciplinar se deu para otimizar as pesquisas em andamento na USP e para posicionar a Universidade como estratégica no apontamento de ações eficazes e de longo prazo.

 

 

Foto: Divulgação/IEA USP
Thais Mauad, coordenadora do Grupo de Estudos em Agricultura Urbana do IEA USP – Foto: Divulgação/IEA

 

 

Foto: Divulgação/PRCEU USP
Margarida Kunsch, Pró-Reitora Adjunta de Cultura e Extensão Universitária da USP- Foto: Divulgação/PRCEU USP

 

 

 

 

Além de marcar o lançamento do e-book Políticas Públicas contra a Fome, o seminário terá três eixos temáticos: “Conceitos, mensuração e identificação”; “Políticas públicas e ações coletivas” e “Tecnologia e gestão para a mitigação da insegurança alimentar”. Participarão pesquisadores e especialistas de diversas unidades da USP e também de outras instituições.

 

 

As discussões aprofundam o tema em suas diferentes vertentes, permitindo que tanto a comunidade universitária como também parceiros, empresas e governos se engajem, contribuam e participem na interlocução desejada pelo grupo.

 

 

A participação é aberta a todos interessados,  sem a necessidade de  inscrição prévia, a partir do  canal do YouTube da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP https://www.youtube.com/c/proreitoriadeculturaeextensaodausp . A transmissão vai promover a interação ao vivo por meio do chat.

 

 

Manutenção de hortas comunitárias, como a Horta das Flores na região da Mooca, é uma das propostas de políticas públicas de combate à fome - Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Manutenção de hortas comunitárias, como a Horta das Flores na região da Mooca, é uma das propostas de políticas públicas de combate à fome – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Instituído em setembro, o grupo deverá redigir um documento final, no prazo de um ano, com a compilação dos indicadores de insegurança alimentar, bem como proposições destinadas ao aperfeiçoamento das medidas em vigor.

 

 

Para isso, não será necessário “reinventar a roda”, diz Silvia Miranda, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba. Para a coordenadora da iniciativa, é necessária uma análise crítica das políticas em andamento e a proposição de soluções concretas. Mas, avalia que os avanços só poderão ser plenamente atingidos “se conseguirmos uma adequada articulação com outros grupos e organizações, públicas e privadas, que já atuam no combate à fome e à insegurança alimentar respaldados em base científica e na experiência do terreno”. Silvia destaca o enorme potencial da Universidade para a geração de inovações tecnológicas em todas as áreas do conhecimento e das necessidades humanas.

 

 

Foto: Divulgação/Esalq USP
Silvia Miranda, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – Foto: Divulgação/Esalq

1º Seminário USP de Combate à Insegurança Alimentar e à Fome

 

 

Data: 2 de dezembro de 2021 (quinta-feira) – Horário: 8h30 às 13h

Parte 1: Lançamento do livro Políticas públicas contra a fome

 

 

Parte 2: Conceitos, Mensuração e Identificação

Fome: uma breve história do conceito
Marcelo Cândido da Silva (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP)

 

 

Insegurança alimentar e fome: novas facetas de velhos problemas
Rubens Nunes (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP)

 

 

Olhe para a Fome – Relatório da Rede Penssan e parceiros
Ana Maria Segall Corrêa (Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp)

 

 

Discussão: Sílvia Miranda, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP

 

 

Parte 3: Políticas públicas e ações coletivas

O papel do Estado na superação da fome
Tereza Campello (Faculdade de Saúde Pública da USP)

 

 

Contribuições da agricultura familiar para o combate à fome
Maria Elisa Garavello (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP)

 

 

Ressignificação da questão alimentar no marco legal da 1ª infância
Elizabeth Balbachevsky (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP)

 

 

Boas regras, resultados díspares: uma análise do PNAE
Maria Sylvia Saes (Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da USP)

 

 

Discussão: Dirce Marchioni, da Faculdade de Saúde Pública da USP

 

 

Violações ao Direito Humano à Alimentação Adequada no contexto da pandemia de covid-19 no Brasil

Claudia Maria Bogus (Faculdade de Saúde Pública e Instituto de Estudos Avançados da USP)

 

 

Contribuição da Agricultura Urbana no Combate à Insegurança Alimentar
Thais Mauad (Faculdade de Medicina da USP)

 

 

Conectando pessoas por meio do cuidado alimentar e nutricional: coalizões e cadeias curtas
Maria Paula de Albuquerque (Centro de Recuperação e Educação Nutricional – CREN e Instituto de Estudos Avançados da USP)

 

 

Discussão: Elizabeth Balbachevsky (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP)

 

 

Parte 4: Tecnologia e gestão para a mitigação da insegurança alimentar

 

C4AI–Agrobio – Potencial da inteligência artificial na tomada de decisão em políticas públicas
Alexandre Delbem (Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP) e Antonio Mauro Saraiva (Escola Politécnica da USP)

 

 

Perdas e desperdício: experiências de avanços tecnológicos em outros países e sua potencial contribuição como benchmark
Diogo Souza-Monteiro (Universidade de Newcastle – Reino Unido)

 

 

Discussão: Thais Mauad (Faculdade de Medicina da USP)




 

 

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