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Cidades se levantam contra o racismo e a xenofobia no assassinato de Moïse (vídeos e fotos)

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Protestos em diversas capitais do país na manhã deste sábado pedem justiça por congolês morto em crime brutal no Rio e defendem que o Estado adote políticas de inclusão para grupos que sofrem discriminação

 

 

Contra o racismo e a xenofobia que motivaram o assassinato do congolês Moïse Kabagambe representantes das comunidades africanas no Brasil e do movimento negro foram às ruas na manhã deste sábado (5) em diversas capitais do país. No Rio de Janeiro, um clima de revolta e indignação tomou conta dos manifestantes, reunidos em frente ao quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, onde o jovem foi morto a pauladas em 24 de janeiro.

 

 

Os manifestantes arrancaram a placa do quiosque e depois saíram em marcha pela orla. Cerca de oito mil pessoas se reuniram nesse ato. Os manifestantes também defenderam que seja construído um memorial da cultura africana no lugar onde Moïse morreu. Ele foi executado por três homens depois que foi ao quiosque cobrar o pagamento de dois dias de trabalho.

 

 

 

Em São Paulo, o ato foi realizado no vão livre do Masp, na Av. Paulista, em manifestação que também tomou o espaço da avenida. Cartazes pediam justiça por Moïse e também defendiam a adoção de políticas afirmativas pelo Estado brasileiros. Essas políticas são as que se destinam à inclusão de grupos que sofrem discriminação étnica, racial, de gênero e religiosa.

 

“A nossa luta é por uma sociedade que garanta o direito à vida plena”, tuitou neste sábado a entidade Justiça Global, que aderiu ao ato no Rio de Janeiro. “Enquanto houver racismo, não haverá democracia”, tuitou o coordenador do MTST e da Frente Povo Sem Medo Guilherme Boulos nesta sexta-feira (4). “Não podemos permitir que a barbárie seja naturalizada. Racismo e xenofobia são crimes e não serão tolerados! É um dever civilizatório resistir e lutar”, afirmou o deputado federal Orlando Silva (PcdoB-SP), ao convocar para o ato de hoje em São Paulo.

 

 

 

 

Em Porto Alegre, o ato ‘Justiça por Moise’ foi realizado nos Arcos da Redenção. Vários representantes dos imigrantes africanos e do Haiti falaram à população. Bamba Toure, do Senegal, pediu um minuto de silêncio e depois discursou: “Está todo mundo abalado com essa situação, e eu espero que a gente tenha sabedoria para dar continuidade a essa mobilização, com encaminhamentos práticos deste encontro, que envolvam o compromisso dos entes de justiça em relação aos vários casos de violência, xenofobia, letalidade das forças de segurança. Precisamos de ferramentas para enfrentar esse cotidiano extremamente duro”, afirmou. Ele classificou a violência contra Moïse como colonial e racista. “Somos vítimas de uma guerra racial de altíssima intensidade”, concluiu.

 

Assassinato de Moïse ‘é resultado de um país governado por um fascista e muitos milicianos’, afirma Lula

 

 

Laura Sito (PT), vereadora da bancada negra de Porto Alegre, defendeu que é preciso pressionar as instituições para que respondam, porque o país não pode acolher um povo sem dar proteção. “Isso é indignante e nós precisamos que as instituições se responsabilizem. Uma família que vai até o quiosque cobrar informações é intimidada pelo Estado, pela polícia, como foi com a família de Moïse… É necessário que o Estado se responsabilize, porque um Estado dominando pelas milícias, como nós temos no Rio de Janeiro, o Estado tem que responder a isso, e garantir a punição daqueles e daquelas que executaram essa morte, porque não foi somente os que atacaram com o taco de beisebol nas cenas horrorosas que vimos nas redes sociais nesta semana. Justiça a Moïse e guerra aos fascistas”.

 

 

Também foram realizados atos contra o racismo e xenofobia em Salvador, São Luís, Belo Horizonte e Brasília. Segundo informações do G1, na capital baiana, os manifestantes foram ao Largo do Pelourinho, Centro Histórico da cidade. O grupo Olodum participou do ato e “rufou os tambores em sinal de luto”.

 

 

 

Na capital do Maranhão, o ato foi na Praça Deodoro, área central. E em Belo Horizonte, os manifestantes se reuniram na Praça Sete, no Centro, e saíram em passeata até a Praça Raul Soares. Em Brasília, o protesto foi realizado em frente ao Palácio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios.

 

Com edição do Jornal Brasil Popular




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