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Cármen Lúcia é sorteada e será relatora de duas ações contra Salles

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Após sorteio realizado nesta sexta-feira (16), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia foi designada relatora de dois pedidos de investigação contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

 

Ela irá analisar duas notícias-crime que acusam Salles de cometer o crime de advocacia administrativa por atrapalhar fiscalização ambiental. Uma das peças pede a abertura de investigação contra o ministro e foi protocolada pelo ex-chefe da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, e a outra pelo PDT.

 

O então chefe da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, solicitou, na quarta-feira (14), que o Supremo investigue Salles e o senador Telmário Mota (PROS-RR). Na quinta-feira (15), o novo diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, decidiu tirar o comando da superintendência do Amazonas das mãos de Alexandre Saraiva e confirmou, em nota, a troca pelo delegado Leandro Almada.

 

Informações da coluna Painel, da Folha de S. Paulo, indicam que após ser destituído do comando da PF do Amazonas por Paulo Maiurino, atual diretor-geral da PF, Alexandre Saraiva foi citado como “o alvo a ser abatido”, em troca de mensagens entre madeireiros investigados.

 

A ministra Cármen Lúcia. Na notícia-crime enviada por Saraiva, ele pede apuração contra Salles por obstrução de investigação criminal e aponta que o ministro atuou para auxiliar alvos de uma operação de extração ilegal de madeira.

 

Ação contra madeireiros

 

No documento, o delegado Alexandre Saraiva  afirma que 200 mil metros cúbicos de madeira extraídas ilegalmente no valor de R$ 130 milhões foram apreendidos pela instituição. Segundo ele, tanto Salles quanto o senador teriam feito declarações contrárias à operação e defendido a legalidade do material e da ação dos madeireiros.

 

Para Saraiva, “os dois usaram o argumento de que as terras de onde foi retirada a madeira está autorizada para extração”. No entanto, de acordo com as investigações, as terras são de grilagem.

 

Quanto ao senador Telmário Mota, a PF diz que ele teria “citado em redes sociais acusações diretas ao delegado Alexandre Saraiva, o que seria uma vingança contra a operação da PF”, segundo o texto da notícia-crime.

 

Ainda segundo a PF, Salles e Telmário “tinham uma parceria com o setor madeireiro, com intuito de atrapalhar as investigações de crimes ambientais” – Salles teria se reunido com madeireiros para tratar do assunto e realizar postagens defendendo uma solução para o caso.

 

Notícia-crime é um recurso utilizado para chamar atenção das autoridades quanto ao ilícito.

Com informações da CNN, Fórum e G1

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