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Candidata do Partido Comunista, Iraci Hassler, é eleita prefeita de Santiago. Esquerda ganha Constituinte

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Esquerda é a grande vitoriosa nas eleições no Chile, no domingo (16). Além de conquistar a capital, os comunistas reelegeram Daniel Jadue à prefeitura de Recoleta e seu nome é cotado à disputa presidencial. Independentes e esquerda também elegem a maioria para a Assembleia Constituinte. A direita e a base do presidente Sebastián Piñera saiu derrotada e não alcançou um terço das cadeiras

 

O Partido Comunista do Chile (PCCh) fez história ao conquistar a prefeitura de Santiago, a capital do Chile, ao eleger Iraci Hassler. Com 99,8% dos votos apurados, a comunista obteve 38,62% dos votos. Por sua vez, o direitista Felipe Alessandri, teve 35,28%. Não há segundo turno para esta eleição. É a primeira vez na história do Chile que os comunistas vão governar a prefeitura de Santiago.

 

Em suas redes, a nova prefeita de Santiago comemorou a vitória e afirmou que se trata da derrota do neoliberalismo. “Nos propusemos a derrotar as administrações neoliberais e conseguimos. Hoje, Santiago inicia um novo ciclo, de resistência e cogestão social dos territórios”, disse Iraci Hassler.

 

 

Iraci Hassler, militante da Juventude Comunista do Chile, foi uma das líderes dos levantes estudantis em 2011. Posteriormente, foi eleita vereadora por Santiago e agora, aos 30 anos de idade, conquistou a prefeitura da capital chilena.

Além do fato histórico de ter conquistado a prefeitura de Santiago, o Partido Comunista chileno reelegeu o prefeito de Recoleta, Daniel Jaude, que obteve 64% dos votos. Na Câmara de vereadores os comunistas conquistaram cinco das oito vagas.

 

Com esse feito, o nome de Daniel Jadue ganhou força para disputar a eleição presidencial de novembro. As primeiras pesquisas o colocam entre os três primeiros colocados.

 

No Twitter, Hassler postou a foto abaixo e declarou que “o futuro Conselho Municipal de Santiago é um exemplo claro de uma nova política em nosso município que irrompe dos bairros, que vem com a esperança e a força das mulheres”.

 

 

Assembleia Constituinte

 

Com mais de 99% dos votos apurados, os partidos de oposição e os candidatos independentes terão maioria na Assembleia Constituinte que escreverá a nova Constituição do Chile, que ainda vive sob a égide do texto pinochetista.

 

Por sua vez, a direita e os aliados do presidente Sebastián Piñera foram os derrotados e não conseguiram conquistar nem um terço das cadeiras da Assembleia Constituinte.

 

As 83 listas dos candidatos independentes somadas angariam mais assentos do que as três listas que abrigam os maiores partidos do país. Juntos, os candidatos independentes somam 47 cadeiras.

 

Segundo informações do Opera Mundi, a lista da direita, Vamos por Chile, que reúne os partidos governistas, aparece com a segunda maior votação com 20,56%, o que seria suficiente para conquistar 37 assentos.

 

Todavia, o número obtido pela direita não é suficiente para que o seu bloco alcance um terço da Assembleia Constituinte, limite necessário para ter direito a veto na Casa que será composta por 155 parlamentares. Para que a nova Carta Magna seja aprovada, será necessário uma maioria de dois terços.

 

A lista da esquerda, Apruebo Dignidad, aparece com votação expressiva, somando 18,74% dos votos, conquistando 28 cadeiras. Esse bloco reúne partidos da Frente Ampla e o Partido Comunista do Chile.

 

As legendas de centro-esquerda, reunido na Lista del Apruebo, aparecem logo atrás, com 14,46% doso votos, o que daria direito a 25 assentos. Esse bloco reúne o Partido Socialista e outros que integram a Nova Maioria, base que de apoio do governo da ex-presidenta Michelle Bachelet.

 

 

Da Revista Fórum com informações do Opera Mundi.

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