Publicidade

Caminho para vitória é distribuir renda

  • em



Lula sai vencedor da eleição em primeiro turno com cerca de 7 milhões de votos, 48% do total, melhor performance dele em todos os pleitos que disputou. Nunca encontrou moleza. Conseguiu vencer no segundo turno, fazendo os ajustes necessários na campanha e na luta política, sempre acirradas, na relação capital e trabalho, no país onde se registra a mais alta desigualdade econômica e social do mundo.
Nessa disputa, polarizaram, essencialmente, duas pautas, uma econômica e outra identitária; ele abraçou, preferencialmente, a econômica por ver necessidade de urgência total de resolver a questão econômica nacional em petição de miséria: destruição do poder de compras dos salários, dos empregos formais, da instabilidade social, colapso da previdência dos mais pobres, visto que tal quadro diz respeito à sua condição de classe como trabalhador operário que se ascendeu, por meio dos sindicatos dos trabalhadores, à presidência da República.
Logicamente, em tal contexto, os trabalhadores, num quadro de recessão e desemprego, priorizam o bolso, a barriga, a saúde, o emprego, a habitação, o vestuário, enfim, questões objetivas, práticas, com espírito pragmático, sem ter tempo a perder, objetivando resolução das prioridades imediatas; as demais questões, com destaque para luta identitária – racismo, gênero, religião etc – que derivam do essencial, ou seja, da luta de classes, mas sem deixar de ter, também, importância extrema, o foco nelas vem em segundo lugar, depois que a barriga do povo estiver suficientemente abastecida.
FUGA DA REALIDADE
Bolsonaro, que não tem preocupação com o social, visto que a política econômica que adota desdenha-o, colocando-o em segundo ou terceiro plano, inverteu a equação; apostou suas fichas não no ataque às mazelas sociais, mas nos preconceitos que derivam delas, explorando os conflitos com propostas que jamais a solucionarão, mas, ao contrário, as agravação, como a prioridade ao armamentismo da população, para que as crises sociais, no quadro agudo de sobreacumulação de renda, de um lado, e de superacumulação de pobreza, de outro, sejam resolvidas à bala.
A exterminação da pobreza, para o presidente adepto do fanatismo religioso medieval, justifica a morte e o extermínio não das causas dela, mas dos pobres; o problema não é a pobreza, mas os pobres; a pandemia deixou isso claro; ela foi aproveitada por Bolsonaro, que atrasou a compra de vacinas, como a oportunidade para despachar milhões de pobres para os cemitérios improvisados etc.
CONTRADIÇÃO ESSENCIAL
Como não cuidou do essencial, mas do acessório, como arma para alienar a população, perdeu no primeiro turno; cuida, agora, no segundo turno, de correr atrás do prejuízo, que sua política econômica não consegue sanear, pois ela, essencialmente, acirra, do ponto de vista capitalista, a contradição entre produção e distribuição de mercadorias, acirrando-a, já que ela destrói o consumo, sem o qual emerge sobreacumulação de capital, queda da taxa de lucro, bloqueio dos investimentos e, consequentemente, estaginflação, desequilibrando, estruturalmente, o sistema capitalista.
DECÁLOGO DO DESENVOLVIMENTO COM JUSTIÇA SOCIAL
Lula, portanto, no segundo turno, sem mais delongas, tem que ir direto ao ponto, cuidar da principal demanda da sociedade que é por mais emprego. Assim, a bandeira econômica e social a ser levantada por por ele, no segundo turno, não pode ser outra senão:
1 – AUMENTAR SALÁRIO PARA FORTALECER CONSUMO E MERCADO INTERNO;
2 – REDUZIR IMPOSTOS DA CLASSE MÉDIA E DAS EMPRESAS PARA VIABILIZAR ARRECADAÇÃO E INVESTIMENTO;
3 – TAXAR OS SUPER-RICOS PARA DAR AOS SUPER-POBRES RENDA BÁSICA UNIVERSAL;
4 – REFORMA AGRÁRIA NAS TERRAS DA UNIÃO PARA FORTALECER AGRICULTURA FAMILIAR COMO ARMA DE COMBATE À FOME E À INFLAÇÃO;
5 – PROPOR AO CONGRESSO NACIONAL EMENDA CONSTITUCIONAL PARA CRIAR DIREITO DE CONSUMO, COMO ESTRATÉGIA PARA ESTABILIDADE ECONÔMICA E SOCIAL E, CLARO, SALVAÇÃO DO CAPITALISMO BRASILEIRO, CRONICAMENTE, AFETADO PELA INFLAÇÃO GERADA PELA DESIGUALDADE SOCIAL;
6 – GARANTIR DIREITOS TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS INSCRITOS NA CONSTITUIÇÃO CIDADÃ DE 1988;
7 – PACTO FEDERATIVO PARA TRANSFORMAR DÍVIDAS ESTADUAIS EM INVESTIMENTO;
8 – AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA PARA GARANTIR DESENVOLVIMENTO EQUILIBRADO, COMO FEZ GETÚLIO VARGAS;
9 – SUSPENSÃO DO TETO NEOLIBERAL DE GASTOS PÚBLICOS COMO PROVIDÊNCIA NECESSÁRIA E INADIÁVEL PARA A SUSTENTABILIDADE ECONOMICA E;
10 – CONSIDERAR COMO INVESTIMENTO GASTOS EM SAÚDE, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA PARA GARANTIR AJUSTE FISCAL DESENVOLVIMENTISTA.
(*) Por César Fonseca, jornalista, atua no programa Tecendo o Amanhã, da TV Comunitária do Rio e edita o site Independência Sul Americana 




SEJA UM AMIGO DO JORNAL BRASIL POPULAR

 

Jornal Brasil Popular apresenta fatos e acontecimentos da conjuntura brasileira a partir de uma visão baseada nos princípios éticos humanitários, defende as conquistas populares, a democracia, a justiça social, a soberania, o Estado nacional desenvolvido, proprietário de suas riquezas e distribuição de renda a sua população. Busca divulgar a notícia verdadeira, que fortalece a consciência nacional em torno de um projeto de nação independente e soberana.  Você pode nos ajudar aqui:

 

• Banco do Brasil
Agência: 2901-7
Conta corrente: 41129-9

• BRB

 

Agência: 105
Conta corrente: 105-031566-6 e pelo

• PIX: 23.147.573.0001-48
Associação do Jornal Brasil Popular – CNPJ 23147573.0001-48

 

E pode seguir, curtir e compartilhar nossas redes aqui:

📷 https://www.instagram.com/jornalbrasilpopular/

🎞️ https://youtube.com/channel/UCc1mRmPhp-4zKKHEZlgrzMg

📱 https://www.facebook.com/jbrasilpopular/

💻 https://www.brasilpopular.com/

📰🇧🇷BRASIL POPULAR, um jornal que abraça grandes causas! Do tamanho do Brasil e do nosso povo!

🔊 💻📱Ajude a propagar as notícias certas => JORNAL BRASIL POPULAR 📰🇧🇷

Precisamos do seu apoio para seguir adiante com o debate de ideias, clique aqui e contribua.

  • Compartilhe

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *