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Câmara dos Deputados recebe 30 pedidos de impeachment de Bolsonaro nesta quarta (31)

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Líderes de partidos da oposição no Senado e na Câmara protocolaram hoje (31) um novo pedido de impeachment do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (ex-PSL). Os parlamentares afirmam que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao promover demissões do Ministro da Defesa e dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, numa tentativa de instrumentalizar as Forças Armadas para atender a seus objetivos políticos.

 

 

“A troca de comando do Ministério da Defesa, anunciada na segunda-feira (29), confirmou as preocupações da sociedade brasileira acerca de uma nova investida do presidente Jair Bolsonaro com objetivo de usar as Forças Armadas politicamente e de atentar contra as instituições republicanas e democráticas”, afirma trecho do pedido.  O documento, protocolado na Câmara dos Deputados, é assinado pelo líder da Minoria no Congresso Nacional, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), os líderes no Senado da Minoria, Jean Paul Prates (PT-RN), e da Oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e os da Minoria na Câmara, Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e o da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ).

 

 

Embora a crise política no governo Bolsonaro seja permanente, em razão da política econômica neoliberal adotada, desta vez, o novo pico começou, na segunda-feira (29), com a demissão do o general Fernando Azevedo e Silva no meio de uma espécie de “reforma ministerial” que substituiu os titulares de seis Pasta para atender ao centrão. Em resposta, os comandantes Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) colocaram seus cargos à disposição.

“Reformas ministeriais no presidencialismo de coalizão costumam ter duas motivações. A primeira é a necessidade de se aprimorar o governo e a segunda a de se preservar o poder. Bolsonaro está sendo movido por esta segunda necessidade. Mas mexeu em peças demais no tabuleiro e está ficando sem jogadas”, disse o senador petista Jean Paul Prates.

 

 

Estudantes de Direito protocolam, simultaneamente, mais de 30 pedidos de impeachment contra Bolsonaro

Esse não é o primeiro pedido de impeachment contra Bolsonaro. Já existem 74 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro protocolados entre fevereiro de 2019 e o dia 25/3/2021. A deputada Gleise Hoffman (PT-PR) e Rui Falcão (PT-SP) são autores de alguns dos pedidos mais recentes. Nesta quarta-feira (31), além do pedido dos líderes da Minoria no Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados recebeu outros pedidos de parlamentares e até associações de estudantes entraram com ações dessa natureza.

 

A Federação Nacional dos Estudantes de Direito e centros acadêmicos de Faculdades de Direito entregaram mais 30 pedidos de impeachment nesta quarta. “Os documentos se baseiam em crime de responsabilidade referente à condução do Presidente no combate à pandemia”, diz a advogada e ex-estudante da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Camilla Borges Martins Gomes, uma das idealizadoras da ação.

 

 

O movimento de parlamentares e outros grupos favoráveis ao afastamento do Presidente ganhou força. O agravamento da pandemia também tem pesado contra o governo. Empresários, economistas, banqueiros e acadêmicos pressionaram o Palácio do Planalto, por meio de uma carta aberta divulgada no dia 21 de março, que sejam adotadas medidas mais eficazes de combate à crise do coronavírus.

 

Com informações da Internet

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