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Calendário acadêmico da Universidade Federal do Tocantins permanece suspenso e estudantes temem perda de dois semestres seguidos

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Em nota, universidade informou que a adesão às aulas remotas está em processo de discussão 

 

A pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19) vem causando graves consequências em todo o mundo. No Brasil, além de ter afetado todo o sistema público de saúde juntamente com o setor da economia, a crise sanitária afetou também o sistema educacional do país. Embora algumas universidades tenham recorrido as plataformas virtuais, aderindo ao método de ensino à distância, essa alternativa ainda não é uma realidade para os estudantes da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

 

O cenário é de incerteza e os universitários receiam por possível perda de todo o ano letivo, alguns não tem mais esperanças de que ainda possam voltar a estudar este ano. “Acredito que assim como outras faculdades, as aulas da UFT deveriam ser feitas de forma remota; estamos perdendo tempo e correndo o risco de perder todo o ano. Entendo que no momento é impossível a nossa presença na sala de aula, porém, temos possibilidade de ter aulas totalmente online. Infelizmente essa situação é frustrante, são dois semestres”, desabafa o estudante de Jornalismo, Rafael Coimbra.

 

Entrando para o 6° mês sem aula, a faculdade afirma que “a decisão a ser definida deve ser institucional e abranger a todos os campi e cursos, observando-se as peculiaridades de cada contexto. A adesão às aulas remotas, com a utilização de tecnologias digitais ou não, que prescindem da presença física, pois remetem ao acesso à conectividade à internet, à recursos tecnológicos e aos materiais didático-pedagógicos estão em processo de discussões.”

 

Para o acadêmico do 3° período do curso de Direito, Washington Viana, a universidade precisa tomar uma decisão com máxima urgência para que os estudantes não fiquem prejudicados. “Eu sou a favor das aulas remotas voltarem. A UFT é a única universidade que ainda não voltou, o mínimo que a faculdade deve fazer é realizar um estudo e dar assistência aos alunos que estão em situação de vulnerabilidade e dar o suporte necessário nesse período de caráter emergencial. Muita gente está sendo prejudicada”, afirma.

 

Foi criada a Comissão de Acompanhamento e Pesquisa – UFT/Covid-19 (COAP-UFT/Covid-19), para contribuir com as decisões futuras em relação ao desenvolvimento do ensino, pesquisa e extensão na UFT. O grupo busca entender quais são as necessidades dos alunos na realização de diagnósticos, mapeamentos, desafios, perspectivas e propostas que auxiliarão nas decisões futuras. A COAP tem até o dia 05 de setembro para apresentar o relatório final à gestão superior para o desenvolvimento das atividades de forma remota.

 

A instituição possui sete campus universitários em todo o estado e desde o dia 30 de março, por conta da pandemia, o calendário acadêmico está suspenso por tempo indeterminado.

 

Ensino remoto na pandemia

 

O método de ensino remoto ou à distância, como é popularmente conhecido – já é existente desde antes da pandemia em algumas instituições de ensino superior em todo o Brasil. Mas, por conta do isolamento social e as recomendações dos órgãos de saúde pública, esse método de aplicação de aulas online se tornou uma ‘saída emergencial’ para as instituições.

 

As aulas e atividades remotas são aplicadas por meio das plataformas digitais, alunos e professores encontram-se em tempo real, no dia e horário de aula. É neste momento que o docente ministra o conteúdo previsto, realiza atividades pontuadas, exercícios e também responde dúvidas dos acadêmicos.

 

Foto: Djavan Barbosa / Universidade está em fase de decisão para adoção do ensino à distância durante à pandemia

 

Hiago Muniz é formado em Marketing Digital e estudante de Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins.
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