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Café plantado em Sergipe deixou de ser um sonho e já realidade

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O Brasil vez ou outra produz sonhadores que se tornam exemplo para que outras pessoas sigam os seus passos. Pois, no estado de Sergipe, José Bartolomeu dos Santos, mais conhecido como Bartô, depois de morar no Estado de Minas Gerais, “por algum tempo” como ele mesmo diz, este sonhador ousou acreditar que podem ser produzidas mudas e plantio, e produzir café novamente. O tio-avô dele, Pedrito que já foi plantador de café em Lagarto, no povoado Urubú Tinga. Ele quer “resgatar a cultura do café em Sergipe”.

 

Bartô faz as vezes do explorador de terras Francisco de Melo Palheta, que no ano de 1727 no estado do Pará plantou as primeiras mudas de café, tendo êxito e disseminando pelo litoral do país, e só depois chegar ao Rio de Janeiro, dizem os historiadores no ano de 1760.

 

As raízes do café no Brasil foram plantadas no século XVIII, quando as mudas da planta foram cultivadas pela primeira vez, que se tem notícia, por Francisco de Melo Palheta, em 1727, no Pará. A partir daí, o café foi difundido timidamente no litoral brasileiro, rumo ao sul, até chegar à região do Rio de Janeiro, por volta de 1760, e logo depois a Minas Gerais.

 

Pois, este homem do Nordeste e sonhador, nascido na cidade de Catu na Bahia, ousou plantar café. Bartô é um típico retirante nordestino, que saiu de Sergipe em 2007 quando os filhos dele já estavam adultos. Primeiro foi para Brasília, morou em Santos/SP. Como ele mesmo diz, “eu era trecho”. Uma referência aos trabalhadores que vivem buscando cidades com grandes obras para trabalhar, os conhecidos “trecheiros”. Por isto, foi parar em Minas Gerais, levado por uma empresa que tinha trabalho por lá.

 

Ele diz que desde a primeira vez que viu pés de café se interessou e buscou conhecimento sobre tudo o que se referia aquela planta. Enquanto trabalhava, não tirava da cabeça que a agricultura do cultivo desta planta lhe daria uma grande oportunidade.

 

Ele encontrou um amigo de Itaporanga d’Ajuda/SE pelas redes sociais, e conversando com o Daniel Barbosa mostrou a ele a oportunidade de ouro que os dois poderiam ter plantando café no Nordeste. E foi no dia 16 de junho de 2019, às 06h da manhã que ele partiu de Uberlândia onde estava, em direção a Sergipe para tornar realidade seu sonho.

 

Deste início, eles além de suas próprias plantações, já fizeram doações de mudas de café arábica para o IFS – Instituto Federal de Sergipe no Povoado Quissamã em São Cristovão e para a UFS – Universidade Federal de Sergipe, além da secretaria de agricultura da cidade de Lagarto que repassou parte da doação à cidade de Pedrinhas.

 

“Nós produzimos mudas para vender e plantar, mas, nós estamos fazendo mais é o trabalho de doação. O nosso objetivo é fazer um zoneamento do café no estado de Sergipe”. Os dois amigos estão fazendo o que órgãos dos governos, estadual e federal deveriam estar realizando, mas isto acontece porque procuraram ajuda, e não tiveram de nenhum deles. Até o banco do Nordeste que é conhecido por investir em empreendimentos deste tipo, reprovou o projeto apresentado.

 

Orgulhoso, Bartô mostra fotos de pés de café de sua plantação com sementes já nos galhos. Apresenta também mudas que no aspecto estão saudáveis, e o orgulho de ver seu sonho realizado diz, “nos anos 30 e 40 o município de Simão Dias já produziu bastante café. Sergipe a muito tempo atrás teve uma economia rural pujante”.

 

O sonho do café em Sergipe vira realidade pelas mãos de dois amigos sonhadores. Que os órgãos governamentais os ajude, e que isto possa servir de incentivo a outros produtores rurais.

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