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Brasília terá Praça Marielle Franco

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Veto do governador Ibaneis é derrubado na data em que completam-se mil dias da execução da vereadora carioca sem que o crime tenha sido elucidado.

 

Brasília se junta a mais de 150 lugares do mundo que hoje carregam o nome de Marielle Franco, vereadora executada durante exercício do mandato parlamentar no Rio de Janeiro. A criação da Praça Marielle tinha sido aprovada pela Câmara Legislativa em novembro de 2019, mas o governador Ibaneis vetou a norma.

 

Nesta terça-feira, 8 de dezembro, data de mobilizações nacionais pelos mil dias do assassinato da militante carioca e de seu motorista, Anderson Gomes, a CLDF derrubou o veto do emedebista e uma praça no Setor Comercial Sul receberá o nome da ativista em direitos humanos. Dos 17 deputados que participaram da sessão, o único que não votou a favor da criação da Praça Marielle Franco foi Delmasso (Republicanos), que se absteve.

 

O local escolhido para a criação da Praça foi o Setor Comercial Sul (próximo à Galeria dos Estados). “Hoje conquistamos uma grande vitória para todos aqueles que militam em prol dos direitos humanos. Derrubamos o veto à Praça em data bastante simbólica, quando cobramos o desfecho dos assassinatos de Marielle e Anderson. Já são mil dias sem respostas e sem justiça”, destaca o autor do projeto, deputado distrital Fábio Felix.

 

Praças, bibliotecas, jardins, prédios públicos, ruas e avenidas. Mais de 150 lugares do mundo hoje se chamam Marielle Franco. A capital do Brasil agora se une a diversos países que decidiram eternizar o legado da vereadora carioca. O projeto da Praça Marielle Franco já tinha sido validado pela população em duas audiências públicas realizadas pela CLDF.

 

Fábio Felix considera a derrubada do veto à lei um recado “contra o ódio e contra a intolerância”. “A execução de Marielle é um grave atentado à democracia brasileira. Não podemos achar natural que uma parlamentar, legitimamente eleita, tenha sua vida interrompida por defender os direitos das minorias e das populações vulneráveis. Exigimos justiça para Marielle e ocuparemos essa praça com muita cultura e resistência para que a memória dela se mantenha viva”, afirmou.

 

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