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Brasileiros colocam docilmente máscaras de imbecis que as finanças vendem

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Causa certa perplexidade, além de revolta, ler a grande imprensa, os jornalões do Rio de Janeiro e São Paulo (O Globo, O Estado de S. Paulo, a Folha de S.Paulo) e assistir aos noticiários e comentários debochados das redes de televisão (Globo, Record, Bandeirantes) e daqueles que as reproduzem e repercutem pelo Brasil.

 

 

Vamos nos restringir aos fatos políticos e econômicos, mas os caros leitores também encontram nas notícias de esporte, cultura e nos assuntos metropolitanos a mesma agressão, a mesma linguagem de desprezo pelo humano, pela dignidade que cada um de nós deve exigir.

 

 

Tomemos a candidatura do ex-juiz Sergio Moro, aquela que nos está sendo imposta pelos Estados Unidos da América (EUA), como representantes dos capitais financeiros apátridas, residentes em alguns dos 85 paraísos fiscais atualmente existentes, e que em grande parte foram formados por ações marginais: o tráfico de drogas, a venda de pessoas e de órgãos humanos, o contrabando de armas, o terrorismo, assassinatos, corrupções e similares por todo planeta.

 

 

Como todos já deviam estar informados, o início da notoriedade do juiz Moro foi o caso Banestado, ainda hoje o maior caso de fraudes e lavagens de dinheiro da nossa história, onde transitaram em contas do Brasil para o exterior US$ 24 bilhões, moeda de 1996, e que valeu o treinamento do Moro nos EUA e a cobertura para lambança jurídica do Caso Lava Jato.

 

 

A situação foi tão grave que hoje se lê e vê, nesta mesma imprensa, a desmoralização do judiciário que é por este poder aceita com absoluta naturalidade. Todos sabem que por trás dos Moros, Guedes, Bolsonaros, Mourões etc estão os EUA como feitor dos capitais apátridas.

 

 

E jornais como O Estadão, este sempre na defesa dos ruralistas paulistas, abandona o PSDB, que o serviu nestes últimos anos, para aderir e forçar a adesão daquele partido ao Sergio Moro. Nem mesmo tem a desfaçatez de arguir a luta contra a corrupção, porque a ironia se transformaria em deboche. Honesto quem, cara pálida? O que destrói a engenharia do seu país, a maior empresa promotora do desenvolvimento nacional, a Petrobrás, o próprio sistema jurídico brasileiro apenas para atender interesses estadunidenses e financeiros apátridas?

 

 

Como as pesquisas de opinião dão a Moro pouco mais do que um traço estatístico, afirmam, sem números, que ele está em terceiro lugar na corrida sucessória; pois seria hilário desconhecer Lula e o próprio presidente.

 

 

Está ou não colocando uma orelha de burro nos leitores e telespectadores?

 

 

Porém tem muito mais. Certamente o caro leitor já leu ou ouviu referência à pesquisa Focus. Um nome de marketing, sem dúvida. Mas quem é o “seu” Focus? Nada mais nada menos do que uma centena de pessoas que trabalham no mercado financeiro e têm ali seu ganha pão e riqueza, cujo interesse, muitas vezes, vai no sentido contrário dos fatos, pois a velha máxima é vender quando todos querem comprar e comprar quando todos querem vender. E a pesquisa Focus empurra neste sentido.

 

 

Acaso só agora descobriu a acelerada inflação que nos acompanha desde quando a presidenta Dilma entregou a economia brasileira aos garotos de Chicago (Levy, Bendine, Geller, Crivella, Mangabeira Unger), em 2014? E só tem aumentado a inflação e a queda do Produto Interno Bruto (PIB) com o golpe do Temer e o governo Bolsonaro? Não, claro que não. Mas a riqueza dos 42 bilionários do Brasil passou de US$ 123,1 bilhões para US$ 157,1 bilhões, apenas no período da pandemia. E nem se soube de um obrigado à Focus, mas que teve sua comissão, ou seriam tão altruístas!

 

 

Caros leitores, ninguém até agora quis mostrar que o rei está nu. Que o neoliberalismo, na política e na economia, o “mercado”, na economia e também na política e a religião neopentecostal, na formação psicossocial, e por consequência na política, estão destruindo o Brasil.

 

 

Também não se apresentou candidato que propusesse, como o ex-senador Roberto Requião, um referendo revogatório, ou seja, que todo eleitor brasileiro se pronunciasse sobre o esquartejamento e venda dos ativos brasileiros nas áreas da energia (Petrobrás, Eletrobrás, Nuclebrás), da mineração (Vale do Rio Doce), da indústria (Siderbrás, Cosipa), da aeronáutica (Embraer), da privatização entregando ao estrangeiro o saneamento básico, a educação, a saúde, as pesquisas e desenvolvimento tecnológico, enfim de tudo que faz um país ser soberano e defender o bem estar da sua população.

 

 

O próximo ano será de campanhas eleitorais, explícitas, implícitas, midiáticas, de boca a boca, e de eleições para o governo nacional e para os estaduais.

 

 

As farsas serão abundantes. Corruptos, como Sergio Moro que entregam o país por um cargo e talvez por trinta dinheiros, aparecerão como paladinos da moralidade, tendo a rede Globo ecoando suas mentiras. Centrões da vida, que há 500 anos sugam este país, aparecerão defendendo escolas, logo eles que promovem o analfabetismo, melhores salários, para os que procuram dar menos ainda ao que já é mínimo, e acusarem de comunista ou esquerdista, eles que são verdadeiramente radicais na usura e na usurpação do dinheiro público, apropriando-se dos nossos suados impostos pelos quais pagamos até para comer.

 

 

É preciso abrir os olhos. Nada temos que temer senão a manutenção da nossa miséria, dos nossos enganos, do que este articulista vem denominando a pedagogia colonial.

 

 

Uma campanha eleitoral é um momento de largarmos os preconceitos, as ilusões e olharmos para nossa própria existência. Se não há inflação por que os preços sobem? Se o PIB está crescendo por que os empregos estão sumindo? Se as pessoas não podem pagar escolas por que o ensino não é gratuito em todos os níveis? Por que a saúde não é obrigação do Estado e para isso receba os recursos orçamentários que estão indo pagar dívidas inexistentes aos bancos?

 

 

Vamos questionar o que está ocorrendo e não as fantasias da imprensa e as ilusões que nos vendem os ricos e poderosos nacionais e estrangeiros.

 

 

 

(*) Por Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado
Artigo publicado, originalmente, no site Pátria Latina




 

 

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