O Brasil registrou, oficialmente, nesta quinta-feira (22/7), 1.412 mortes por Covid-19 e 49.757 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas. Os dados foram divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e indicam que, com isso, o total de infecções reportadas no País, em 1 ano e 4 meses, chega a 19.523.711. Já o de óbitos somam 547.016.

 

 

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser muito maiores em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.No Brasil, um estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rio Grande do Sul, provou que, de cada sete pessoas com o coronavírus, apenas uma sabia e sabe que está ou esteve infectada.

 

O estudo intitulado “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional (Epicovid19-BR)” é coordenado pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da UFPel, em parceria com o Ministério da Saúde. Pedro Hallal, coordenador geral do estudo e reitor da universidade tem afirmado que “isso é preocupante, visto que as demais seis pessoas que não sabem da infecção podem, involuntariamente, transmitir o vírus para outras pessoas.

 

 

Um levantamento do Deutsche Welle (DW), jornal alemão, “em números absolutos, o Brasil é o segundo país do mundo com mais mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam mais de 609 mil óbitos, mas têm uma população bem maior. É ainda o terceiro país com mais casos confirmados, depois de EUA (34,2 milhões) e Índia (31,3 milhões). Já a taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 260,3 no Brasil, a 8ª mais alta do mundo, atrás apenas de alguns pequenos países europeus e do Peru”.

 

 

O jornal alemão diz também que, ao todo, mais de 192,3 milhões de pessoas contraíram oficialmente o coronavírus no mundo, e foram notificadas 4,1 milhões de mortes associadas à doença, segundo dados da Universidade Johns Hopkins e que o Conass não divulga o número de recuperados. Segundo o Ministério da Saúde, 18.206.173 pacientes no Brasil haviam se recuperado da doença até quarta-feira (21).

 

No entanto, o governo não específica quantos desses recuperados ficaram com sequelas ou outros efeitos de longo prazo. A forma como o governo propagandeia o número de “recuperados” já foi criticada por cientistas, que classificaram o número como enganador ao sugerir que os infectados estão completamente curados da doença após a fase aguda ou alta hospitalar.

 

Segundo o DW, estudos no exterior estimaram que entre 10% e 38% dos infectados sofrem efeitos da “covid longa” meses após o vírus ter deixado o organismo. Um estudo alemão apontou que sequelas podem surgir até mesmo meses depois da fase aguda da doença. Já uma pesquisa da University College London em pacientes de 56 países listou mais de 200 sintomas observados em pacientes com sequelas pós-covid.”

 

Covid-19 começou na Europa e não na China

 

Quando o mundo começou a ser devastado pela Covid-19, os presidentes de alguns país, como EUA, Brasil e alguns europeus, declaram, sem provas, que a China havia criado o vírus e contaminado o mundo para fabricar um novo tipo de guerra econômica. Todo tipo de calúnia foi proferida contra o país asiático.

 

Tamanha informação chega no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a administração Joe Biden (Democratas) conduzem, separadamente, investigações sobre as origens da Covid-19, que, segundo a Universidade John Hopkins, já matou 4,1 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

 

Segundo um estudo realizado por cientistas italianos, o novo coronavírus pode ter afetado a Europa primeiro do que a China. Os resultados de sua pesquisa demonstraram que a Covid-19 já estaria circulando na Itália desde outubro de 2019, 2 meses antes de Pequim alertar o mundo sobre a existência de casos de pneumonia causados por uma doença desconhecida.

 

 

Os pesquisadores voltaram a testar amostras de sangue de indivíduos com câncer de pulmão antes da pandemia. Três amostras foram encontradas contendo o anticorpo ligado ao novo coronavírus, o IgM, indicando que uma pessoa foi infectada recentemente.

 

 

“Os resultados desse novo teste sugerem que o que relatamos anteriormente em pacientes assintomáticos é um sinal plausível de circulação precoce do vírus na Itália”, apontou Giovanni Apolone, um dos pesquisadores, ao Financial Times.

 

 

Contudo, os resultados não fornecem provas conclusivas de infecções por SARS-CoV-2. Segundo o estudo mencionado, nenhuma das amostras continha níveis suficientes de cada um dos três tipos de anticorpos que a Universidade Erasmus da Holanda, uma instituição afiliada à OMS, considera prova de infecção. Gabriella Sozzi, uma das cientistas envolvidas no estudo, diz que tal poderia ocorrer, pois no início da pandemia o vírus era menos agressivo e contagioso.

 

 

Os cientistas italianos não mencionaram a questão das origens da Covid-19, mas os resultados revelados no seu estudo, muito possivelmente, poderão iniciar o debate sobre esse assunto.

 

 

Do site Sputnik Brasil e Deutsche Welle (DW) com edição do Jornal Brasil Popular