Em apenas 19 dias do mês de março de 2021, a Covid-19 matou, no Brasil, 35.372 pessoas, fazendo com que o mês fosse considerado o mais letal de toda a pandemia do novo coronvírus no País. E o pesadelo ainda está muito longe de acabar, segundo cientistas e especialistas que atuam na pesquisa sobre coronavírus em insititutos e universidades federais e estaduais.

 

Nesta sexta-feira (19), o País contabilizou 11.877.009 casos e 290.525 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Médias móveis de mortes e diagnósticos voltam a bater recorde.

 

Até então, os dias mais “trágicos” haviam ficado para trás, como julho de 2020, quando 32.881 brasileiros perderam a vida para a Covid-19, representando uma média de 1.060 por dia. No pior colapso sanitário de sua história, Brasil se aproxima dos 3 mil mortos por Covid-19 em 24 horas e quase 100 mil novos casos.

 

Levantamento do consórcio de imprensa dá conta de que 20 estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, ES, MG, SP, DF, GO, MS, MT, AP, PA, RO, TO, AL, CE, PB, PE, PI, RN e SE.A média móvel de mortes causadas por Covid-19, no Brasil, bateu, nesta sexta-feira (19), mais um recorde, chegando a 2.172. O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu acréscimo de 50,5%, mostrando tendência de alta nos óbitos. Nesta semana, 15 mil pessoas morreram de Covid-19.

 

 

Dados do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) dão conta de que nas últimas 24 horas foram registadas 2.815 mortes e 90.570 novos infectados. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). O consórcio de veículos de imprensa, por sua vez, dá conta de que o Brasil bateu 21 recordes seguidos nesse índice, registrados de 27 de fevereiro até aqui.

 

 

O mais grave continua sendo a atitude do presidente da República. Apesar da catástrofe sanitária, Jair Bolsonaro entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra os governadores do Distrito Federal, Bahia e Rio de Janeiro por estabelecerem medidas rígidas de combate à Covid-19.

 

 

Depois disso, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), editou novo decreto, nesta sexta-feira, liberando vários comércios não essenciais e atividades aglomerativas, embora esteja com o sistema de saúde totalmente em colapso e, no mês, a mortalidade de jovens por Covid-19 ter crescido 3,5% no DF.

 

Ou seja, na capital do País, jovens passam a representar fatia três vezes maior nas mortes por Covid-19 e a média móvel continua alta. Nesta sexta-feira, os leitos de UTI no DF adulto estavam 99,19% ocupados.

 

Um levantamento da Frente Nacional de Prefeitos indentificou que ao menos 76 municípios de 15 estados estão com oxigênio para pacientes com Covid-19 prestes a acabar.A entidade enviou questionários a 2,5 mil das 5.570 prefeituras. Destas, 574 responderam nestas quinta (18) e sexta-feira (19).

 

O levantamento do consórcio de imprensa indica que 20 estados e o Distrito Federal estão com a pandemia em aceleração e subindo; que o quatro estados estão estabilizados, e, dois, em queda.