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Brasil é o país com mais mortes diárias por covid-19. Em 24 horas, foram 1.648

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Embora o Brasil registre recuo nas mortes, situação segue crítica. OMS critica fim de medidas de isolamento e afirma que momento é de “alerta máximo”

 

O Brasil registrou 1.648 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. Com o acréscimo, são 528.540 vítimas do vírus desde o início da pandemia, em março de 2020. Enquanto isso, o mundo superou a marca de 4 milhões de mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, argumenta que os números sofrem de subnotificação. Em relação ao número de novos casos no Brasil, foram 54.022 no período, totalizando 18.909.037.

 

O consórcio de veículos de imprensa, por sua vez, informa que o Brasil registrou 1.595 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando, nesta quarta-feira (7), 528.611 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.481 –o primeiro registro abaixo de 1,5 mil desde o dia 7 de março (há 122 dias). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -21% e aponta tendência de queda. É o 11º dia seguido de queda nesse comparativo.

 

Também indica que casos confirmados, desde o começo da pandemia, 18.908.962 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 54.156 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 49.971 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -35% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de queda também nos diagnósticos.

 

 

Desde o fim de junho, as curvas de casos e mortes pela doença estão em recuo no país, resultado do avanço, ainda que tardio, da vacinação. O Imperial College de Londres informou que a taxa de contágio no país também segue tendência de recuo. Na última semana, o índice chamado RT estava em 0,98 e, nesta semana, 0,91. Na prática, isso significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem a covid-19 para 91.

Embora os dados apontem para um cenário positivo, a OMS alertou que o momento é de “alerta máximo”. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, subiu o tom crítico contra países que estão abrindo mão dos cuidados com o vírus, em especial com medidas de isolamento social. “Alguns países estão pensando em dar a terceira dose da vacina e derrubar as medidas de proteção como se a pandemia tivesse acabado. Porém, com as variantes se movendo rapidamente, e a desigualdade na distribuição das vacinas, algumas áreas estão experimentando um aumento agudo nos casos”, disse em coletiva concedida hoje.

 

 

Cautela

 

 

Mesmo com o recuo, o Brasil segue como ponto de atenção do mundo, epicentro da covid-19. Dados da OMS apontam que o país tem a maior média diária de mortes por covid-19 na atualidade, 1.574, seguido por Índia, com 806 e Rússia, com 658. “As variantes estão ganhando a corrida contra as vacinas por causa da distribuição desigual dos imunizantes. Não era para ser assim, e está na hora de os países se unirem para lutar contra a pandemia coletivamente”, disse Tedros.

 

 

Com 107 milhões de doses aplicadas, 14% dos brasileiros estão totalmente imunizados com duas doses e 40% receberam a primeira etapa da vacina. O ritmo é lento e insuficiente para controlar totalmente a pandemia no país, o que preocupa a OMS. “Nesse estágio da pandemia, o fato que milhões de profissionais de saúde e idosos ainda não foram vacinados é abominável. Não temos imunizantes nem cobertura vacinal suficiente, e não sabemos com certeza se as vacinas protegem contra a possibilidade de ser infectado ou evitam a transmissão”, completou Tedros.
Da Revista Brasil Atual

 

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