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Brasil caminha para 60 mil e 100 mil novas mortes por Covid-19 até maio

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Imagem de três cenas distintas registradas em Manaus: familiares choram a morte por Covid-19 de seus entes queridos

 

 

 

O Brasil continua exemplo de tragédia mundial na gestão da pandemia do novo coronavírus. No fim desta sexta-feira (12), registrou, pelo terceiro dia seguido, mais de duas mil mortes pela doença no País.

 

 

Dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) dão conta que, nas últimas 24 horas, 2.216 mortes em decorrência da Covid-19 nesta sexta-feira (12). A média móvel de mortes continua subindo e já está para 1.762, batendo recorde pelo 17º dia seguido.

 

 

O total de vítimas do novo coronavírus no país passou de 275 e o total de infectados ultrapassou 11,3 milhões de pessoas. Ainda de acordo com o balanço, 85.663 novos casos da doença foram registrados nas últimas 24 horas no País.

 

 

Matemáticos e epidemiologistas calculam que, pelo andar da aceleração e pela falta de controle e medidas de impedimento de contágio pelos governos, como lockdown, o País vai chegar a abril com mais de 3 mil mortes por dia e, até o fim de maio, contabilizará entre 60 mil e 100 mil novas mortes.

 

 

Só nos últimos 7 dias, morreram, no Brasil, 12.335 pessoas de Covid-19. O número revela que a semana passada foram os dias mais letais desde que a pandemia começou no País. Em todos os estados e no Distrito Federal, o sistema de saúde público e privado entraram em colapso e não conseguem atender aos contaminados.

 

 

Do jeito em que está, mesmo que os governos acelerem a vacinação, o que, neste momento, é improvável, ainda morrerá muita gente, dizem médicos que estão na linha de frente do combate à Covid-19 e epidemiologistas que estão à frente do monitoramento e pesquisas. Eles explicam que a imunização demora, no mínimo, 28 dias. Portanto, contaremos muitas mortes e infectados, sem que os hospitais tenham condições de atender todo mundo.

 

Brasil assume o primeiro lugar na tragédia

 

Entre fevereiro e março de 2021, o que era previsível aconteceu: o Brasil superou os Estados Unidos, primeiro país em mortes e contaminação, e a Índia, segundo país mais populoso do mundo. Nos hospitais médicos, enfermeiros, técnicos, gestores dizem que nunca viram nada igual.

 

No Distrito Federal, a situação é tão dramática que as entidades representativas das categorias da Saúde publicaram cartas implorando ao governador Ibaneis Rocha (MDB) para impor um lockdown rígido e duradouro para impedir as contaminações.

“Não resolveu. Ele continua na linha genocida bolsonarista de que quanto mais morto tiver melhor. Se eu me contaminar, eu vou abandonar a profissão. Não é possível tamanha falta de empatia e responsabilidade das pessoas e dos governos”, disse uma enfermeira que não quis se identificar e atua na linha no SAMU, no DF.

 

Resistente ao lockdown e atendendo à pressão do empresariado, Rocha não institui também um plano de vacinação em massa e se limita a anunciar a abertura de novos leitos, no entanto, os médicos e gestores afirmam que, embora novas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) estejam sendo abertas, elas não conseguem acompanhar a velocidade do contágio.

 

Segundo o Blog de Vicente Nunes, as novas UTIs “estão muito aquém das necessidades, uma vez que o ritmo de infecções está acelerado demais e as pessoas internadas, sobretudo nas UTIs, estão ficando mais tempo nos hospitais — em média, 47% a mais do que na primeira onda da pandemia. Portanto, que todos se preparem. O pior ainda está por vir, como destacou ao Correio o presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Breno Ribeiro”.

 

 

O jornalista finaliza dizendo que “o Brasil está pagando o alto preço dos equívocos cometidos pelo governo. Além de combater as medidas de isolamento social, não fez nenhum planejamento adequado para a vacinação. Agora, corre contra o prejuízo”.  O Presidente da República, por sua vez, faz a parte dele para piorar, todo dia, a situação da pandemia do novo coronavírus Brasil.

 

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