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Boric, termômetro para Lula

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Se Boric, oposição, conseguir unir esquerda, centro-esquerda e parte do centro-direita, e Kast, situação conservadora ultradireitista pinochetista, não conseguir fazer o mesmo, ficará nova lição política chilena para a América Latina no atual momento histórico, deixando para Lula, no Brasil, profundas lições: neoliberalismo une oposição e racha situação; o ataque ao neoliberalismo, ao seu universo de maldades e destruição de conquistas sociais e econômicas, passa a ser predominante como fator de libertação popular, a partir de um novo estado, comprometido mais com o social do que com o econômico, como fator de segurança nacional; é o que pregou Boric em sua campanha feita por redes sociais e estratégia de visitar um milhão de moradias, puerta a puerta; a população, esgotada pela recessão, inflação, desemprego, fuga de capital, desindustrialização e regressão colonial, mostrou-se preparada para absorver pregação mais radical antineoliberal como fator de mudança política, porém, nas regras democráticas; assim como acabou de acontecer em Honduras, na Nicarágua e na Venezuela, o neoliberalismo mostrou o óbvio: falta de fôlego eleitoral e democrático; seu discurso afugenta eleitores; somente consegue se sustentar com ditadura.

 

OUSADIA OU ACANHAMENTO?

As reformas neoliberais não produziram os resultados que seus líderes apregoaram; ao contrário, destroem bases eleitorais em escala crescente; sobretudo, a população vai descobrindo que os neoliberais não têm projeto de governo; sua missão é destruir direitos e conquistas sociais para garantir a lucratividade(eficiência marginal do capital) do capital financeiro poupador de mão de obra e promotor de desigualdade social; a desigualdade aprofunda a lógica da destruição e deixa os capitais especulativos abalados instáveis e alvo de ataques; o neoliberalismo não proporciona e oferece projeto nacional para o país, como está patente no governo Bolsonaro, como ficou explícito, também, no governo Macri na Argentina; a exclusão social está tirando o governo chileno neoliberal de cena e emitindo sinais ao mundo de que a América Latina, como está acontecendo com os demais continentes, deve, se quiser sobreviver com independência, derrotar o modelo neoliberal. Lula, nesse cenário latino-americano, está no meio do furacão, amplamente, favorecido pelas pesquisas eleitorais, muito mais do que Boric, no Chile, que disputa pau a pau com Kast; por isso, as circunstâncias poderiam ou não levar Lula a uma posição mais ousada?

 

ALCKMIN NA CENA LATINOAMERICANA

 

Batalha duríssima; se Kast vencer, a lição que fica para Lula é a de que não poderá prescindir da companhia do conservador católico Alkcmim; se o vitorioso for Boric, Lula poderia ou não dispensar Alckmim num cenário em que as ideias e estratégias conservadoras passam a ser duramente questionadas, como demonstram as pesquisas IPEC e Datafolha? Nelas, 70% da população não quer ver o bolsonarismo ultraneoliberal nem pintado de ouro; seria ou não a hora de Lula ousar e puxar o sarrafo, para barrar seu adversário? A radicalidade está sendo dada, em toda a América Latina, sucateada pelo modelo neoliberal ditado de Washington, pela fome, desemprego e inflação; Lula poderia ou não vestir Boric, para se comprometer, logo de saída, diante de eventual vitória em 2022, com reformas econômicas e políticas que revertesse decisões do Congresso sob o bolsonarismo neoliberal? Ganharia mais força para reverter a destruição dos direitos sociais, do sucateamento dos sindicatos , dos salários, das privatizações, com prejuízo para a população?

 

 

LULA RUMO A JANGO?

 

 

O resultado chileno eventualmente favorável a Boric acelera discurso de esquerda na América Latina contra os Estados Unidos; Lula já sintonizado com essa tendência que se apruma, apregoa criação do Banco Sul Americano e maior aproximação com os Brics, em favor de geopolítica latino-americana, como fator de libertação nacional; Boric vencedor levaria o termômetro de Lula para as reformas de base de Jango Goulart, como a reforma agrária, urbana, financeira? Iria contra a sangria imposta pelo mercado financeiro pelo Banco Central Independente, que assegura juros crescentes para sustentar alta lucratividade à bancocracia? Se, ao contrário, o resultado for Kast, talvez, a presença neoliberal de Alckmim e seus pontos de apoio na economia, como são os casos de Armínio Fraga ou André Lara Resende, venha se tornar necessária como freio para brecar as pressões da esquerda para mudança de regime, de neoliberal para estrutural, com maior presença do Estado na economia etc;

 

 

BOLSONARISMO EM JOGO

 

 

Politicamente, o bolsonarismo está em jogo na eleição no Chile, dada proximidade ideológica de Bolsonaro com Pinochet/Kast; as reformas neoliberais implementadas por Pinochet, em questão, nesse momento, são as mesmas implementadas por Bolsonaro; no Chile e no Brasil, os resultados da política econômica ditada por Chicago são semelhantes: bons para os ricos que ficam mais ricos na financeirização econômica especulativa e ruins para a maioria da população desempregada mergulhada no subconsumismo que eterniza subemprego e destruição de salários, como necessário à acumulação de mais valia capitalista financeira; se Boric vencer ganhará corpo a pregação do PCO – Partido da Causa Operária – dirigido pelo trotskista-leninista Rui Pimenta; simplesmente, é a mesma estratégia de Boric: criar um milhão de comitês pró Lula assim como foi criada emergência política de porta a porta – puerta a puerta – no Chile para tentar levar a esquerda ao poder, a fim de completar a obra de Allende, interrompida por Washington.

 

 

(*) Por César Fonseca,  jornalista, atua no programa Tecendo o Amanhã, da TV Comunitária do Rio e edita o site Independência Sul Americana



 

 

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