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Bolsonaro não tem condições de continuar no poder

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Declarações desastrosas – como criticar o isolamento social, dizer que o coronavírus ‘brevemente passará’ e chamar de “gripezinha” o vírus responsável por uma pandemia que vem matando milhares de pessoas em todo o mundo – mostram que Jair Bolsonaro não pode continuar presidente da República.

E Bolsonaro disse isso e outros absurdos minimizando as consequências do coronavírus justamente no dia em que o Japão anunciou o adiamento dos jogos olímpicos e a ONU alertou o Brasil para o fato de a epidemia estar se demonstrando “apocaliptica”.

Para o jurista e professor Dalmo Dallari, já há motivos de sobra para o impeachment. Ele disse também que o momento atingiu um ponto de fervura tal, que dada a partida “não faltarão empresários insatisfeitos e militares do entorno do presidente que o aconselhem a renunciar. Iniciado o processo ele não vai aguentar a pressão. Os militares e todos os poderosos insatisfeitos com ele vão forçá-lo a uma renúncia. Ele vai renunciar”, acredita o jurista.

O ex-presidente Lula também entende que Bolsonaro não deve mais continuar no cargo. Ele criticou duramente a forma com que o ex-capitão tem lidado com o surto da doença e sugeriu o fim do governo. ‘Ou esse cidadão renuncia, ou faz o impeachment dele, porque não é possível que alguém seja tão irresponsável de brincar com a vida de milhões de pessoas’, disse Lula.

Depois de tanta insensatez e totalmente isolado, Bolsonaro já ouve até de seus aliados mais próximos que não há saída: é renúncia ou impeachment. O problema é convencê-lo. Na quinta-feira (26/3), a jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico, publicou artigo sobre a busca de uma saída política para assegurar a saída do presidente. A hipótese que ganha corpo é a renúncia em troca da liberdade dos filhos, garantindo o perdão a todos os crimes pelos quais estão sendo investigados os herdeiros do clã Bolsonaro.

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