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Bancada de vereadores progressistas no Rio pode ser ampliada

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O Rio de Janeiro tem hoje 51 vereadores, apenas 10 são de partidos da chamada esquerda progressista (PT 2, PSol 6 e PDT 2), PSB e PCdoB não têm nenhum. Com essas eleições, a expectativa é de aumentar esse número para pelo menos 15. Para essa tarefa, estão escalados os puxadores de votos com experiência parlamentar, visibilidade no eleitorado e história de luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, do patrimônio público, das minorias e dos direitos humanos.

 

Como neste ano não há coligação para cargos proporcionais, cada partido terá que somar os seus votos para eleger um ou mais vereadores. A disputa é grande, são mais de 1.700 candidatos inscritos, muitos pretendem reeleição.

 

O PT, por exemplo, conta com o ex-senador Lindbergh Farias e Reimont, candidato à reeleição. O PSol, com o ex-deputado federal Chico Alencar, Tarcício Mota, que tenta reeleição, Leonel Brizola Neto, vereador que surfa no nome do avô, e Mônica Benício, viúva de Marielle Franco. O PDT, aposta em Fernando William, defensor da Petrobras. O PSB e o PCdoB continuam sem nomes fortes para puxar votos.

 

O PSB colocou no ar o deputado federal Alessandro Molon, presidente do partido no Rio, para chamar votos em seus candidatos. O sucesso dessa estratégia pode render algum voto, mas eleger um vereador é o que se verá.

 

O PCdoB conta com o sucesso de sua aliança com o PT na candidatura de Benedita da Silva, mas também não tem um puxador de votos para vereador.

 

A aliança do PSB com o PDT para lançar Marta Rocha à prefeitura do Rio foi responsável pela desistência de Marcelo Freixo para construir uma frente ampla de esquerda. O fracionamento das esquerdas não impedirá, no entanto, uma possível derrota de Marcelo Crivella já no primeiro turno. As últimas pesquisas apontam Marta Rocha (PDT/PSB) e Benedita da Silva (PT/PCdoB) em ascensão e empatadas tecnicamente com Crivella, que está em queda.

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