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Avalista da Globo na eleição de Bolsonaro, Guedes tem plano para destruir a economia: veja lista

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Além da proposta que pode congelar salário mínimo e aposentadoria, Guedes, com aval da mídia e do sistema financeiro, planeja colocar em marcha plano com privatizações – até de praias – e cortes de políticas sociais

 

 

Avalista da Globo em 2018, que acreditava que ele “domaria” Jair Bolsonaro (PL) após as eleições, o ministro da Economia, Paulo Guedes, planeja colocar em marcha, a todo vapor, uma série de medidas neoliberais que vai destruir a política econômica do país para atender as promessas feitas – e apenas parcialmente cumpridas, em parte devido à pandemia – ao sistema financeiro e megaempresários transnacionais.

 

 

 

Guedes tem irritado a campanha de Bolsonaro nas últimas semanas após vazamento de algumas dessas medidas, em especial a que desvincula reajustes do salário mínimo e da aposentadoria da inflação, que vai causar um arrocho no rendimento de 75 milhões de brasileiros.

 

 

A medida, no entanto, é apenas uma pequena parcela do plano neoliberal, que pretende esvaziar as políticas sociais e entregar tudo o que for possível para setores da iniciativa privada, especialmente a empresários que estão encampando a tentativa de reeleição de Bolsonaro.

 

 

Bolsonaro, aliás, não toca no assunto economia – terceirizando, na maioria das vezes, ao próprio ministro – e nem apresentou plano para a área. Por sua vez, Guedes recebe a blindagem da mídia neoliberal que tem interesses em boa parte dessas medidas.

 

A alegação para boa parte dessas medidas – como as privatizações, por exemplo – será a crise fiscal do país, que deve explodir em 2023 devido à Proposta de Emenda da Constituição (PEC) que liberou os gastos do governo e permitiu a Bolsonaro criar programas sociais em meio ao processo eleitoral para compra de votos, como o aumento do Auxílio Brasil e os vouchers pagos a caminhoneiros e taxistas.

 

 

A partir de declarações e compromissos feitos pelo governo e aliados, a Fórum listou uma série de propostas que deve destruir a economia, afetando principalmente a população mais pobre, caso Bolsonaro seja reeleito.

 

 

Privatizações

 

 

Após concluir a venda da Eletrobras, Paulo Guedes já teria apresentado uma lista das próximas privatizações. Após esvaziamento de políticas de financiamento agrícola, o Banco do Brasil é o primeiro da lista e pode ser vendido em 2023, caso Bolsonaro vença. Em seguida, a Petrobras será privatizada, com o plano já apresentado por Adolfo Sachsida, ministro das Minas e Energia.

 

 

Além disso, Guedes quer privatizar parte das praias brasileiras, como anunciou durante participação no Flow Podcast, onde defendeu que seria possível vender cada praia por cerca de U$ 1 bilhão, a depender da área.Além disso, Guedes quer privatizar parte das praias brasileiras, como anunciou durante participação no Flow Podcast, onde defendeu que seria possível vender cada praia por cerca de U$ 1 bilhão, a depender da área.

 

 

Políticas Sociais

 

 

Além da desindexação do salário mínimo e da aposentadoria da inflação, o que permitiria o congelamento dos valores a partir de 2023, Guedes ainda deve promover uma série de cortes de benefícios sociais para adular o sistema financeiro.

 

 

O próprio Auxílio Brasil não tem previsão orçamentária para 2023. Dessa forma, o governo usará a falta de recursos para continuar pagando o benefício como justificativa para privatizar a Petrobras. Guedes já falou diversas vezes da sua intenção de colocar parte do dinheiro das privatizações em um fundo de combate à pobreza. Só não disse, no entanto, que quando o dinheiro do fundo acabar, não restará recurso – nem patrimônio a ser vendido – para financiar políticas públicas.

 

 

Saúde e Educação

 

 

Os cortes de impostos sobre combustíveis, para forçar de forma artificial a redução no preço da gasolina e no diesel, vão impactar diretamente recursos dos estados e municípios para a saúde e a educação.

 

 

Além disso, Bolsonaro se comprometeu com a base aliada no Congresso a manter o orçamento secreto. Os recursos aos estados e municípios irão, portanto, via “emenda de relator”, sendo decididos em negociatas entre parlamentares aliados e o governo (que escolhe o relator).

 

 

Dessa forma, Guedes pretende usar a justificativa da falta de recursos para entregar parte da saúde e da educação nas mãos da iniciativa privada.

 

 

Além disso, via Ministério da Educação, o governo retomará o confisco das instituições de ensino federais para sucatear as universidades públicas, beneficiando a concorrência privada.

 

 

O governo também deve se posicionar contra e impedir o pagamento do piso da enfermagem, alegando que “quebraria” os hospitais públicos. Em setembro, Guedes surtou durante entrevista à Rede TV – que não foi ao ar – ao ser indagado sobre o tema.

 

 

“Como técnico, o hospital quebra. Não vai ter dinheiro pra pagar. E, como ministro, sou contra”, disse, antes de tirar o microfone da lapela.

 

 

Relações internacionais

 

 

O isolamento internacional deve aumentar ainda mais. O foco será a tentativa de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que deve fazer com que o Brasil reduza ainda mais as barreiras tarifárias para proteção da economia nacional.

 

 

O resultado será a quebra de indústrias e empresas com a entrada de produtos internacionais mais baratos que os produzidos no país.

 

 

Além disso, a relação bilateral com a China, já desgastada insistentemente por Guedes, deve ficar ainda mais distante. A China é, atualmente, o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2021, 32% dos US$ 280 bilhões exportados no ano tiveram o país asiático como destino.

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