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Auditoria PWC suspeita de erro ou fraude na avaliação da Eletrobrás

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Resultado preliminar é de arrepiar os cabelos

 

 

Erro contábil grave cometido por uma empresa do porte e do conceito mundial da PWC, em auditoria que estabeleceu o valor da Eletrobras, não tem amparo. É fraude, para todos os efeitos legais. Depois de atestar como normais balanços das Lojas Americanas, que escondiam pelo menos 40 bilhões de rombo, o mercado, técnicos e políticos voltaram os olhos para as avaliações através das quais foi pautado o preço da Eletrobras. Feitas pela mesma empresa. Para os mesmos interessados. O resultado preliminar é de arrepiar os cabelos.

 

 

SUBFATURAMENTO

 

A Eletrobrás foi privatizada em junho de 2022, quando completava 60 anos. Foi vendida por apenas 26 bilhões de reais. O dinheiro não é suficiente para a construção da Usina de Tucuruí, uma das 45 vendidas no pacote. Especialista no custo de construção de barragens atestou em off ao Jornal O PODER que o preço real da Eletrobras, considerando o valor das suas subsidiárias, estaria perto da casa do meio trilhão de reais. Mais de 20 vezes o valor pago pelos compradores ao Governo Federal, antigo controlador da produção de energia no País.

 

 

TCU ENGANADO

 

Os ministros do TCU autorizaram a venda pelo valor afinal praticado. Confiaram mais em pareceres técnicos que pareciam ilibados do que nos levantamentos e no parecer do ministro Vital do Rêgo. Vital alertou para o subfaturamento e votou contra a privatização nos termos propostos e executados.
Ele tinha razão.

 

 

REVER O PROCESSO

 

O escândalo das Lojas Americanas envolvendo a empresa de auditoria PWC e o Grupo 3G, fortalece a necessidade de investigar e reavaliar a privatização da Eletrobrás, por fortes indícios de subavaliação de má fé. Caso as suspeitas se confirmem, estamos às voltas com uma das maiores fraudes da história do Brasil. Pelo menos 10 vezes o valor do golpe das Americanas. Para se ter uma ideia: a Eletrobras, de superavitária, em pouco tempo, como por mágica, tornou-se deficitária para tornar palatável a privatização. A marmota teve a chancela da PWC.

 

 

AZEDO

 

“Coincidência é uma coisa que existe, mas você deve sempre desconfiar quando se depara com uma”. A citação, fisgada da sabedoria popular, aplica-se totalmente ao caso.

 

O Grupo 3G Capital, liderado por Jorge Paulo Lemann, considerado o homem mais rico do Brasil (os segundo e terceiro lugares são ocupados por seus dois sócios principais) é o controlador das Lojas Americanas. Por coincidência, foi um dos grupos que mais trabalharam para a privatização da Eletrobras, auditada como foi dito, pela mesma PWC. Bota coincidência nisso.

 

 

E AGORA

 

O Governo Lula criou um Grupo de Trabalho para estudar a privatização da Eletrobrás e as possibilidades legais da sua reversão.

 

 

Fonte: FNU

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