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Ato pela abertura do Teatro nacional e Festival de Cinema de Brasília acontecem nesta terça (7)

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Nesta terça-feira (7) faz 34 anos que o Comitê do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) concedeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade a Brasília. Conhecida mundialmente por sua arquitetura moderna, que desafia a gravidade, a Capital do Brasil possui monumentos que saltam aos olhos de qualquer admirador. A Catedral, o Palácio da Alvorada, Palácio do Planalto, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal são algumas das obras consagradas de Oscar Niemeyer, assim como o Teatro Nacional. Infelizmente, este último monumento está fechado há sete anos.

 

 

As portas do Teatro Nacional Cláudio Santoro, um dos símbolos da cultura em Brasília, foram fechadas em 2014, após exigências de segurança sugeridas pelo Ministério Público e Corpo de Bombeiro quando do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em 2013, que levou à morte 242 pessoas. Naquele ano, a Secretaria de Cultura no DF promoveu a contratação de projeto para reformar e adequar o Teatro. A obra foi orçada em R$ 200 milhões e até hoje não saiu do papel.

 

 

Para lembrar a data de 7 de dezembro e também pressionar o Governo do Distrito Federal (GDF) a iniciar a obra, a Associação dos Amigos do Teatro Nacional (Atena) fará um ato de abraço ao monumento nesta terça-feira (7), às 9h. Leiliane Rebouças, que é membro da Atena, disse ao Jornal Brasil Popular que o pai dela ajudou a construir o Teatro, mas o neto dele nunca entrou lá.

 

 

“O Teatro Nacional é muito importante para Brasília. Ele é um monumento que ajudou a Unesco a tornar a nossa capital em patrimônio cultural da humanidade. Ele não pode ficar fechado, precisa ser reaberto. Mas parece que não há prioridade nisso. O Museu da Bíblia, que nem existe, recebeu várias emendas para a construção. O Teatro não. Não somos contra, mas achamos que o Teatro deveria ser prioridade”, defende Leiliane.

 

 

O maestro Renio Quintas também entende que o problema é falta de prioridade. Segundo ele, a questão não é dinheiro, mas gestão. “A gente tem que fazer pressão e mobilizar a sociedade, porque a capital do Brasil não pode ficar mergulhada nessas trevas sem cultura. Não falta caixa, falta prioridade e gestão”.

 

 

Quem trabalha com a promoção da cultura no Brasil sabe o quanto é difícil o dia a dia. As dificuldades vão de falta de políticas públicas, a descontinuidade das que existiam e escassez de recursos nas secretarias de Cultura. Para complicar, a pandemia tornou as coisas ainda mais difíceis, devido à impossibilidade de fazer festivais populares de música, teatro ou cinema.

 

 

O ator e professor emérito da Universidade de Brasília (UnB), João Antônio Esteves, destaca que os artistas que trabalham com cultura no Brasil se deparam com situações que sempre vão contra a promoção da cultura. Segundo ele, quase nada está a favor.

 

 

“Sempre houve pouco incentivo à cultura no Brasil. Só que agora estamos vivendo tempos muito difíceis. Inclusive, mais difícil do que na ditadura, porque naquela época a censura era clara. Hoje ela é disfarçada. Tiram verbas, não se apoia determinados projetos e em Brasília não é diferente. O descaso com o Teatro Nacional, que está em decomposição na capital do Brasil, é das coisas mais tristes que podemos verificar na cultura”, aponta Esteves.

 

 

O Jornal Brasil Popular entrou em contato com o GDF para explicar os motivos da demora em fazer as obras de reforma e adequação do Teatro. Por meio de nota, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa informou que está aguardando posicionamento da Caixa Econômica.

 

 

“Todas as tratativas para a reforma do Teatro Nacional Claudio Santoro estão sendo feitas com a Caixa Econômica Federal para cumprir as exigências contratuais dentro do prazo. A CEF ainda não liberou o processo, seguimos no aguardo”, informou a assessoria.

 

 

Festival de Cinema

 

 

Nesta terça-feira (7) acontece ainda o primeiro dia do 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que termina no próximo dia 14. Por causa da pandemia, a exemplo do ano passado, a edição será virtual e não haverá exibições no Cine Brasília.

 

 

O festival recebeu 985 inscrições de filmes. Seis longas e 12 curtas foram selecionados para disputar os troféus Candangos na Mostra Competitiva Nacional. Outros quatro curtas e oito longas concorrem na Mostra Brasília.

 

 

A grande maioria do filmes selecionados é do gênero ficção, 70%. São obras de todas as regiões do País e devem dialogar com o tema “O cinema do futuro e o futuro do cinema”, proposto pela curadoria formada pelo cineasta Sílvio Tendler e pela professora da UnB Tânia Montoro.

 

 

O pública poderá ver os filmes gratuitamente na plataforma InnSaei.TV. Os longas que disputam a Mostra Competitiva Nacional também poderão ser vistos na TV aberta pelo Canal Brasil, às 23h30.

 

Apesar das exibições virtuais, o Jornal Brasil Popular entrou em contato com o GDF para saber o estado de conservação do Cine Brasília. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa informou por meio de nota que o “Cine Brasília está aberto e não necessita de reformas”.

 

 

Perguntamos a profissionais que lidam com cultura na área de áudio visual e disseram que o Cine Brasília está utilizável. Mas reclamaram das poltronas que foram substituídas. O cineasta Jimi Figueiredo destacou que os assentos são muito desconfortáveis.

 

 

“Essas poltronas substituíram outras que eram extremamente confortáveis e anatômicas. Esses assentos de agora são muito duros e não são anatômicos. As pessoas querem conforto para ver uma exibição de um filme longo, senão ficam com o corpo moído. É estranho isso porque os cinemas evoluíram bastante, então eu acho isso uma grande falha ainda”, critica Figueiredo.

 




 

 

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