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Ativista que ficou cega após repressão policial vira senadora mais votada do Chile

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Fabiola Campillai perdeu a visão dos dois olhos por uma bomba de gás lacrimogêneo atirada diretamente na face, em novembro de 2019, época em que o Chile registrou mais de 600 casos de lesões oculares entre manifestantes

 

 

 

As eleições do Chile realizadas neste domingo (21/11) mostraram outra novidade importante, desta vez na disputa legislativa. A ativista social Fabiola Campillai foi eleita a senadora mais votada do país, com pouco mais de 400 mil votos.

 

 

Sua vitória carrega um importante valor simbólico, já que ela é um dos símbolos da repressão durante a revolta social no país, ocorrida entre outubro e dezembro de 2019.

 

 

Durante uma manifestação na qual ela não participava – estava em um ponto de ônibus indo para o trabalho –, Campillai foi atingida na cara por uma bomba de gás lacrimogêneo disparada pelos Carabineros (polícia militarizada chilena), o que a levou a perder a visão dos dois olhos.

 

 

O caso de Campillai também é bastante relevante no contexto da repressão aos protestos do Chile durante aquele período, já que as lesões oculares foram, na época, os casos mais chamativos de violações aos direitos humanos ocorridos.

 

 

Segundo um informe da Unidade de Direitos Humanos do Ministério Público do Chile, houve mais de 600 casos denunciados oficialmente de pessoas que sofreram danos oculares por ação da polícia militarizada chilena entre os meses de outubro e dezembro de 2019, considerando casos de perda total ou parcial da visão de um ou de ambos os olhos. Fabiola foi um dos dois casos de perda total da visão de ambos os olhos – o outro foi o estudante de psicologia Gustavo Gatica.

 

 

Em agosto, Fabiola Campillai lançou sua candidatura ao Senado como independente pela região de Santiago, o que a obrigava a ser a mais votada ao menos da capital do país para poder ser eleita, já que não contou com uma coalizão ao seu lado para puxar mais votos.

 

 

Foi o que aconteceu: Campillai teve 15,2% dos votos em Santiago, 5% (cerca de 113 mil votos) a mais que o segundo colocado, o conservador Manuel José Ossandón.

 

 

Apesar de ser uma candidata independente, sua vitória pode ser considerada como uma vaga para a bancada de esquerda, que aumentou sua representação no Senado, passando a ter 25 cadeiras, somando os assentos que o bloco já possuía. Os partidos de direita também têm 25 vagas.

 

 

Na Câmara dos Deputados, as forças de esquerda e centro-esquerda devem ficar com 79 cadeiras na próxima legislatura, enquanto as de direita e centro-direita terão 69. O Partido de la Gente, do presidenciável Franco Parisi, ganhou 7 vagas, e deve servir como fiel da balança no Congresso – por mais que tenha feito campanha dizendo que não era “nem esquerda, nem de direita”, seu eleitorado tende a ser mais conservador.

 

Do Opera Mundi




 

 

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