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Após episódio racista em SP, Google, Amazon e outros sites removem venda de “Minha luta”, obra nazista de Hitler

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Amazon, Americanas, Submarino, Shoptime e Carrefour estão entre as martketplaces em atuação no Brasil que retiraram de suas prateleiras virtuais o livro “Minha Luta”, do líder nazista Adolf Hitler. O Google também eliminou as tags referentes ao livro de seus resultados de buscas no Google Shopping.

 

 

Segundo levantamento do UOL, há poucos dias, se você colocasse os nomes dos livros “Minha Luta”, em português, ou “Mein Kampf”, em alemão na busca do Google Shopping, os algoritmos traziam na tela resultados de exemplares disponíveis tanto nos referidos marketplaces quanto em livrarias e pequenos negociantes online. Agora já não mais.

 

 

Tanto na busca do Google quanto nas marketplaces, ao se digitar os nomes dos livros, as respostas trazem obras que até fazem referência àquela escrita pelo ditador líder do nazismo há quase 100 anos. Mas os resultados referentes ao livro em si desapareceram. “Retirar esse livro de circulação é um ato de saúde pública”, afirma o filósofo Luiz Felipe Pondé.

 

 

Exemplares de “Minha Luta” começaram a desaparecer das marketplaces após o UOL questionar as empresas sobre a comercialização da obra que estava nas mãos de um homem preso em flagrante em uma biblioteca de São Paulo pelo crime de racismo.

 

 

Wilho da Silva Brito, 39, foi preso na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, após ser gravado em vídeo proferindo uma série de ofensas racistas e homofóbicas contra frequentadores do espaço. Sobre a mesa que ele ocupava, estava um exemplar da obra escrita por Hitler.

 

 

Desde que a obra se tornou de domínio público, em 2015, 70 anos após a morte do ditador, iniciou-se uma discussão sobre a importância histórica dos escritos versus o grau de nocividade de seu conteúdo. O UOL ouviu especialistas em direito e também representantes da comunidade judaica.

 

 

Todos foram unânimes em afirmar que, apesar da comercialização não ser proibida no Brasil, com exceção do Rio de Janeiro, onde existe lei específica proibindo a obra, a livre circulação de “Minha Luta” sem um escrutínio prévio deveria ser debatida com seriedade. Há indícios de que, como no caso flagrante ocorrido na Biblioteca Mário de Andrade, a obra inspire as pessoas comuns, que não veriam qualquer interesse “histórico” na obra, a praticarem atos nocivos à sociedade e à democracia.

 

O que dizem as lojas

 

 

O UOL questionou as empresas que operam como marketplaces no Brasil sobre a presença do livro de Hitler em suas operações comerciais e as implicações éticas e morais que o caso incita. A Amazon, uma das primeiras a retirar o livro de suas prateleiras digitais, afirmou em nota:

 

 

“Como vendedores de livros, oferecemos aos leitores acesso a uma variedade de pontos de vista, incluindo títulos que cumprem um importante papel educacional na compreensão e prevenção do antissemitismo. Todos os varejistas tomam decisões sobre qual seleção eles escolhem oferecer e nós não tomamos decisões de seleção levianamente. Os títulos em questão não estão mais disponíveis.”

 

 

A Americanas, que controla as Lojas Americanas, Submarino e Shoptime, disse em nota que “no marketplace da Americanas, Submarino e Shoptime existem mais de 132 mil lojas parceiras que vendem diretamente seus produtos em várias categorias aos clientes finais. Se e quando identificada qualquer desconformidade adotamos as providências necessárias, que vão desde a retirada do item até o descredenciamento da loja”.

 

 

O Carrefour, que também deixou de exibir o livro de Hitler em seu marketplace, foi questionado pela reportagem, mas preferiu não se manifestar.

 

 

Comunidade judaica exalta ação

 

 

Ricardo Berkiensztat, presidente executivo da Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo), tenta há anos tornar o livro “Minha Luta” proibido no Estado de São Paulo, a exemplo do que ocorreu no Rio de Janeiro. Hoje ele comemorou a postura das grandes empresas.

 

 

“Saudamos a decisão de vários dos principais marketplaces de interromperem a venda do livro “Minha Luta”, de Adolf Hitler. Esta é uma obra que incita o ódio e foi a cartilha utilizada pelos nazistas para o assassinato de 6 milhões de judeus e outras minorias consideradas impuras”, declara Ricardo.

 

 

“Esperamos que, em breve, tenhamos todos a consciência de que textos como este precisam ser definitivamente eliminados e que todos possam ser respeitados por sua identidade”.

 

 

Sem censura prévia

 

 

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, não esclareceu se o livro “Minha Luta”, que estava em posse do homem preso por racismo na Biblioteca Mário de Andrade, fazia parte do acervo. Em nota, esclareceu que “as Bibliotecas Públicas têm o papel de disponibilizar para a população todo tipo de informação cultural e histórica para consulta e pesquisa, sem censura prévia”.

 

 

Segundo a Secretaria de Cultura, “as Bibliotecas Municipais seguem as diretrizes do Manifesto Para as Bibliotecas Públicas da Unesco, publicado em 1994, que explicita: ‘A participação construtiva e o desenvolvimento da democracia dependem tanto de uma educação satisfatória, como de um acesso livre e sem limites ao conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação'”.




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