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Após dois anos de espera, paciente de 60 anos recebe transplante de fígado

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Procedimento é realizado, às vésperas do Dia Nacional da Doação de Órgãos. Homem lutava contra uma cirrose hepática

 

 

Esta semana com toda certeza jamais será esquecida pelo profissional autônomo, Gelcimar Galdino de Oliveira, de 60 anos. Morador de Goiânia, o idoso recebeu um telefonema na manhã de terça-feira (22) da equipe do Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG) sobre a disponibilização de um fígado para que um tão esperado transplante fosse realizado nele. No momento do comunicado, Gelcimar estava com a esposa em casa e não conteve a emoção com a notícia, que esperava há dois anos.

 

“Foi uma emoção muito grande, porque estou à espera desse transplante desde que descobri que estava com cirrose hepática. Já são dois anos em tratamento na busca por esse órgão, que mudará a minha vida a partir de agora”, comentou Gelcimar enquanto aguardava pela cirurgia na unidade do Governo de Goiás.

 

“Esse transplante significa muito pra mim. Eu tinha uma vida absolutamente normal, e de repente notei que a minha barriga começou a crescer, que me sentia mal ao comer certas coisas. Por isso, busquei ajuda médica. Logo no início, identificaram um problema hepático. Depois de todos os exames e tratamento, me encaminharam para a fila do transplante”, conta.

 

O procedimento não apenas ajuda a recuperar a sua saúde, como trará de volta toda a sua qualidade de vida.  Gelcimar se preparava para o procedimento e já fazia planos para o futuro.

 

“Tudo o que eu mais queria era esse transplante. Graças a Deus, hoje ele será realizado. Sinto falta de muitas coisas que a doença me impede de fazer hoje, uma delas é comer certos tipos de comida”.

 

Indagado sobre o que gostaria de saborear assim que se recuperar da cirurgia, ele diz que tem vontade de saborear uma bela macarronada com bastante queijo, feita pela esposa que, segundo ele, é uma ótima cozinheira. “Esse problema que desenvolvi no fígado me impede de comer algumas coisas, por isso, nessa nova fase da minha vida, quero aproveitar esses pequenos momentos em família, com minha esposa, meus filhos e meu netinho, de 1 ano”, planeja.

 

O homem diz que, com a notícia do transplante, uma corrente de oração se formou entre amigos e familiares. “Numa hora como essa, não podemos nos esquecer de ter fé. Apesar de não sermos muito religiosos, nesse momento, muitas pessoas estão pedindo a Deus por mim. Isso ajuda a dar força”.

 

Ele também fez questão de falar sobre a importância da doação de órgãos, que até então era algo que nunca lhe havia ocorrido. “Eu confesso que até precisar fazer o transplante, nunca tinha parado para pensar sobre doação de órgãos. A gente nunca pensa que vai acontecer, mas, de repente, podemos estar na fila à espera de um doador. Se eu pudesse, também seria doador de órgãos após minha partida. Hoje enxergo a importância desse gesto. A doação de um desconhecido e a liberação da doação pela família dessa pessoa estão me dando agora uma chance de viver”, destaca.

 

Realizado às vésperas da comemoração do Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado no domingo (27), esse foi o 18º transplante de fígado realizado no HGG, que oferece o serviço desde julho de 2018. Liderado pelo médico Claudemiro Quireze Júnior, responsável técnico pelo programa de transplante hepático da unidade, o procedimento foi considerado um sucesso. Ao todo, 14 profissionais atuaram, simultaneamente, na cirurgia, entre médicos, anestesistas, residentes, enfermeiros e técnicos em enfermagem.

 

 

Wyl Villas Bôas é jornalista e sempre otimista por dias melhores
Com informações da Secretaria de Saúde de Goiás

 

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