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Apesar do colapso na saúde, comerciantes do DF protestam contra lockdown

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Um grupo de empresários e comerciantes do Distrito Federal realizou, neste domingo (28), uma manifestação em frente à residência do governador Ibaneis Rocha (MDB), no Lago Sul, contra o lockdown.

 

“Eles são apoiadores de Bolsonaro. Desde sexta-feira (26), quando o Ibaneis divulgou o decreto e Bolsonaro criticou o lockdown, eles se sentiram fortalecidos e iniciaram uma mobilização pelo WhatApp para organizar essa manifestação e tentar impedir o confinamento. Eu recebi vários chamados para participar”, disse o dono de um salão de beleza no Guará que não quis se identificar.

 

Ele mostrou para a reportagem do Jornal Brasil Popular vários áudios, mensagens e cards de aplicativo de mensagem convocando para a manifestação. Também convocaram manifestação para segunda-feira (1º/3). Como o seguinte:

 

 

As novas restrições impostas pelo governo distrital começaram a valer desde às 00h01, deste domingo (28), e terão a duração de apenas 15 dias. Os cientistas recomendam 30 dias. Por causa da pressão dos comerciantes e empresários, os decretos já foram alterados várias vezes desde sexta. O governador Ibaneis ampliou a permissão de estabelecimentos que podem continuar funcionando. Ao todo, 32 setores são autorizados a funcionar.

 

Eventos estão proibidos e a venda de bebida alcoólica depois das 20h também. Bares e restaurantes seguem barrados. O setor de alimentos operará só em esquema de delivery.

 

Os manifestantes exibiram cartazes com dizeres “não suportamos outro lockdown”“governador, o comércio sangra”“a fome e o desemprego também matam” e entoaram gritos como “cadê o dinheiro?”.  Ninguém defendeu vacinação em massa e nem demonstrou empatia com a vida do brasiliense.

 

No Facebook, o presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo em que manifestantes gritavam “queremos trabalhar” em frente à casa de Ibaneis.

 

Colapso na saúde

Desde terça-feira (23), a imprensa vem informando que o sistema de saúde do DF entrou em colapso. Monitoramento médico da Secretaria de Estado da Saúde da capital do País dá conta de que, enquanto empresários e comerciantes fazem manifestação contra o lockdown, a cidade chega ao fim da tarde deste domingo (28) com apenas cinco leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis para pacientes com Covid-19 na rede pública.

 

A taxa de ocupação total, segundo a SES-DF, incluindo leitos do tipo adulto, pediátrico e neonatal, é de 97,46%. Ainda na tarde deste domingo, 83 pacientes aguardam uma UTI, dos quais, 24 casos são suspeitos ou confirmados do novo coronavírus.

 

Nos hospitais privados do DF a situação não é diferente. Dos 216 leitos, 185 estão ocupados, cinco estão bloqueados e apenas 26 estão disponíveis. A taxa de ocupação de UTIs adulto é de 87,56% e de pediátrico, de 100%.

 

 

Confira o vídeo da manifestação

Veja as fotos do repórter fotográfico do Poder360, Sérgio Lima:

O grupo se aglomerou em frente à residência do governadorSérgio Lima/Poder360

 

Manifestante usa camiseta de apoio a Daniel Silveira, deputado que foi preso por publicar um vídeo com ofensas e incitação à violência contra ministros do STFSérgio Lima/Poder360
O grupo se aglomerou em frente à residência do governadorSérgio Lima/Poder360

 

Os manifestantes também pediram a volta das aulas presenciais no DF como se seus filhos estudassem nas escolas públicas. Sérgio Lima/Poder360
Manifestantes exibem cartazes em ato contra lockdownSérgio Lima/Poder360

 

Vestido de verde e amarelo, o grupo se aglomerou em frente à residência do governador
Manifestação relaciona o lockdown à fome e o desemprego

Com informações do Poder 360 e Correio Braziliense

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