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Ansiedade e depressão afetam 47,3% dos trabalhadores dos serviços essenciais na pandemia, mostra pesquisa com participação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre

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Ansiedade e depressão afetam 47,3% dos trabalhadores de serviços essenciais durante a pandemia no Brasil e na Espanha. É o que mostra pesquisa coordenada pela Fiocruz e Universidade de Valência, com participação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Além disso, 44,3% tem abusado de bebidas alcóolicas; 42,9% sofreram mudanças nos hábitos de sono; e 30,9% foram diagnosticados ou se trataram de doenças mentais no ano passado.

 

 

Mais de 20 mil pessoas nos dois países participaram como voluntários do estudo, feito entre os períodos de abril e maio, que avaliou as mudanças no estilo de vida da população durante a pandemia e seus impactos na saúde. Desse número, 2.842 brasileiros se declararam como das áreas de serviços essenciais. Pessoas que atuam na saúde, transporte, alimentação, limpeza entre outras.

 

De acordo com os resultados preliminares, os sintomas de depressão e ansiedade são maiores entre os trabalhadores de serviços essenciais do Brasil, atingem 55% do total, em relação aos mesmos trabalhadores na Espanha (23%).  “É preciso que se tenha atenção redobrada para saúde mental dos trabalhadores dos serviços essenciais. Esse é um aprendizado para agora e para situações que possam surgir no futuro”, explica um dos líderes da pesquisa o professor do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Flávio Kapczinski. O estudo foi publicado no dia 9 de outubro.

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